Sábado, 5 de abril de 2025

Após dois anos, promessa de segurança nas escolas de Rio Negrinho ainda não foi cumprida

Após tragédia em Blumenau, prefeito rio-negrinhense prometeu contratação de profissionais

• Atualizado 18 horas atrás.

No próximo sábado, dia 5 de abril, completam dois anos da tragédia em uma creche em Blumenau, no Vale do Itajaí. Naquela oportunidade, quatro crianças foram mortas e cinco ficaram feridas após um homem com um machado invadir a unidade de ensino. A tragédia ecoou em todo o país, e fez com que muitos municípios e o governo do Estado adotassem uma série de medidas para proteger os alunos deste tipo de ação.

Na mesma data da tragédia, o prefeito de Rio Negrinho, Caio Treml (PL), publicou um vídeo no qual anunciava que estava buscando formas de contratar empresas de segurança para atuarem dentro de todas as escolas do município. “Hoje nós já temos câmeras de segurança nas nossas escolas, mas somente as câmeras não são mais viáveis, então a gente vai estar contratando, vai estar fazendo um processo licitatório para que todas as escolas da rede municipal tenham seguranças”, afirmou ele, à época.

A promessa, dois anos depois, não foi posta em prática. “No vídeo, feito em 2023, o prefeito garantiu que iria ser feita uma licitação para a devida segurança para os nossos pequenos mas, na prática, não aconteceu nada. Hoje temos apenas um faz de conta com vigias, muitos deles pessoas de idade, sem preparo algum para uma eventual situação de extrema urgência. Vigias esses que foram realocados para esse fim”, desabafa Éder Lino, que tem filhos estudando na rede municipal.

Ele entrou em contato com A Gazeta para cobrar o cumprimento do anúncio feito pelo prefeito. “Nada contra os profissionais, tenho conversado há tempos com eles, mas não queremos um faz de conta, muito menos migalhas, mas sim um amparo público, isso é uma questão de segurança pública. Não podemos esperar acontecer outra situação para voltar as redes sociais e prometer novamente. Estamos tratando de vidas de inocentes, é melhor ter extintor e não precisar usar, do que precisar e não ter”, diz o rio-negrinhense.

Éder afirma que em algumas unidades de ensino do município os vigias ainda precisam se revezar entre uma escola e outra. “É um descaso total isso, ambas unidades ficam vulneráveis, o horário deveria ser das 6h30 às 18h30”, sugere.

O leitor lembra que na época da tragédia ocorrida em Blumenau, muitos pais rio-negrinhenses se mobilizaram para contratar seguranças privados para garantir a integridade dos filhos nas escolas e creches do município. “No decorrer dos dias e meses, alguns pais acabaram desistindo da contribuição, que até então pagávamos do nosso bolso, pois estavam na esperança da licitação prometida”, comenta.

Cidades como Três Barras, aqui no Planalto Norte, adotaram seguranças nas unidades de ensino do município. Em Rio Negrinho, escolas da rede estadual contam com policiais militares da reserva como forma de garantir a segurança dos estudantes.

O que diz a Prefeitura
Contatado por A Gazeta, o procurador do município, Anderson Godoy, lembrou que Rio Negrinho licitou a instalação de câmeras de segurança em todas as unidades escolares, bem como efetuou a remoção dos vigias para as unidades escolares com a finalidade de se preservar e vigiar as entradas e saídas. “Deste modo, considerando a instalação das câmeras de segurança e que os vigias possuem por atribuição vigilância e controle de acessos e saídas de prédios públicos, a exemplo das escolas, a eventual contratação de segurança não armada para as escolas seria uma medida em duplicidade aos atos já praticados”, argumentou.

Ainda segundo ele, dentro do quadro do município não há outro profissional responsável por segurança. “Ao que me parece o quadro hoje existente seria suficiente a cobertura total das unidades escolares, com eles sendo responsáveis pela vigilância da entrada e saída de pessoas das escolas, que é um prédio público. A época da tragédia em Blumenau chegou a se efetuar a contratação de seguranças extra aos vigias, mas com a remoção dos vigias foi sendo feito o corte desse serviço pela existência do vigia no local”, frisou.

No jornal impresso desta segunda-feira (31), você confere mais detalhes sobre as ações realizadas pela Polícia Militar junto às escolas.


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