“Você está com câncer de mama e é agressivo”, essa foi a notícia que Vera Roseli Muxfeldt recebeu em 2020 e mudou completamente a sua rotina. Desde lá foram muitas sessões de quimioterapia e radioquimioterapia, e queda dos cabelos devido ao tratamento, mas também teve muita esperança.
A luta foi grande, mas Vera não se deixou abalar, buscou sempre manter a cabeça erguida e inserir mais água, alimentos saudáveis e amor-próprio no seu dia a dia. Aliás, ela sempre manteve os cuidados, fazia o autoexame e mamografia todos os anos. Antes do diagnóstico, ela já tinha conversado com um médico que descartou o câncer. “Eu já sentia que tinha alguma coisa errada, porque a gente se conhece. Comecei a me tocar e ver que começou a crescer, tipo um grãozinho de arroz bem pequeno. Por isso que hoje em dia digo para as meninas, quando converso, que procurem a opinião de outros médicos”, menciona.
Passando em outra profissional, Vera recebeu o diagnóstico do câncer de mama, isso em 2020. Tão logo começou a procurar pelos tratamentos, e em 2021 veio a pandemia veio, e com ela a espera de 11 meses para fazer a biópsia. Depois foram feitas seis sessões de quimioterapia e mais as sessões de radio, e então a retirada da mama. “Melhorei por um bom tempo, sempre cuidando e fazendo os exames. De repente, começou a voltar no pulmão. Agora estou fazendo quimioterapia de novo, mas graças a Deus que não evoluiu”, explicou.
O baque de receber o diagnóstico de câncer duas vezes fez com que Vera começasse a pensar sobre a vida de uma maneira diferente, de uma maneira mais humana. Devido ao tratamento e pela idade, ela saiu do emprego e começou a ter mais tempo para cuidar de si, fazer mais exercícios físicos e cuidar da alimentação. “A gente começa a se gostar mais. A gente para de se importar tanto só com os outros, porque antes eu só me importava mais com os outros, como eu sempre tinha boa saúde”, expõe, falando que agora está se amando cada vez mais.
Foi com esse pensamento e o astral no alto que Vera passou por um câncer e agora está passando por outro. Ela lembra que nem quando recebeu a notícia se abalou, pelo contrário, se manteve forte e teve que dar forças para os familiares mais próximos. “Eles falaram que iriam cortar o cabelo e ficar igual a mim, eu não deixei. Falei que não queria ninguém me lembrando da doença, mas sim conversando sobre coisas alegres”, fala, com um sorriso no rosto de quem sabe o quão forte foi.
Apoio e fé
“O câncer não olha para quem chega, e quando é a hora, ele chega mesmo”, fala. “A gente tem que lutar de cabeça erguida, pois se desanimar, piora tudo”, complementa, lembrando de todo apoio que teve da família, dos médicos e de Deus. “Eu estou lutando, fazendo a minha parte e eu confio muito em Deus também, me ajudou a seguir em frente”, orgulha-se Vera.
Além disso, em 2022 a aposentada foi convidada para entrar na Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Bento do Sul. Lá ela passa boas horas na semana, fez amizades, artesanato, palestras, e estende a mão para as colegas que precisam de apoio. Vera comenta que a instituição ajudou muito ela, principalmente a passar o tempo. Ela sempre procura ir lá quando pode, ou quando não está fraca das sessões. A Rede Feminina faz parte da sua nova rotina.
Seguindo em frente
O corpo mudou, a pasta de dente mudou, ir para o trabalho já não era mais uma opção, assim como se entregar não está sendo uma opção. Agora aos 63 anos, Vera diz com todas as letras que não quer deixar o câncer vencer, e lembra dos netos que quer ver crescendo.
Ela deixa uma mensagem para as mulheres que estão passando pela mesma situação: “Sempre siga em frente e fale com as pessoas certas. É importante se cuidar para o resto da vida e procure pessoas que te ajudem, falando, incentivando e indo à luta. Saia de perto das pessoas que querem por você para baixo”, finaliza, reforçando que a campanha do Outubro Rosa tem uma grande importância, principalmente por espalhar informações e redes de apoio sobre o câncer de mama.
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