A Casa de Acolhimento Institucional, atualmente gerenciada pela Associação Aprisco, tem desempenhado um papel essencial na assistência e proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O trabalho desenvolvido busca oferecer um ambiente seguro e estruturado, proporcionando não apenas abrigo, mas também suporte emocional, social e educacional para seus acolhidos.
Segundo Keity Ramos, coordenadora da instituição, o objetivo é garantir um lar temporário seguro para crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados e precisam de proteção. “Atualmente, a casa acolhe 11 crianças e adolescentes, mas tem capacidade para até 20. O perfil do acolhimento institucional geralmente envolve crianças a partir dos 11 anos e até os 17 anos, além de crianças com deficiência”, explica.
A assistente social Daiane de Lima reforça que a instituição trabalha não apenas para fornecer um ambiente seguro, mas também para possibilitar a reintegração familiar dos adolescentes. Quando não é possível retornar para a família biológica ou extensa, alternativas são buscadas para que o adolescente tenha autonomia. Esse trabalho inclui orientação profissional, incentivo ao estudo e apoio para ingressar no mercado de trabalho. “O acolhimento também se estende a crianças com deficiência, que recebem cuidados diferenciados, como acompanhamento psicológico, terapias ocupacionais e fisioterapia”, comenta Daiane.
Apadrinhamento
Entre as ações desenvolvidas pela instituição, uma das mais significativas é o Apadrinhamento Afetivo. A iniciativa tem como objetivo conectar membros da comunidade com os acolhidos, proporcionando uma relação afetiva e um suporte extra para essas crianças e adolescentes.
Existem diferentes formas de apadrinhamento. No apadrinhamento afetivo, o padrinho ou madrinha estabelece um vínculo e proporciona momentos de lazer e convivência. No apadrinhamento provedor, o apoio oferecido é material, como doação de roupas, calçados ou material escolar. Já no apadrinhamento prestador de serviço, os padrinhos auxiliam com suporte profissional, oferecendo aulas, terapias ou serviços especializados.
Bruna Tomelin, psicóloga da instituição, explica que o padrinho ou madrinha passa por um processo de seleção, incluindo uma entrevista com a equipe técnica. “Em seguida, inicia-se um contato gradual com a criança ou adolescente, inicialmente em encontros coletivos. Caso haja um vínculo específico, a relação pode se tornar mais próxima e individualizada”, ressalta.
Atualmente, apenas três padrinhos participam do programa, um número considerado insuficiente para atender a demanda. Keity Ramos reforça que a instituição busca ampliar essa rede de apoio, pois acredita que um padrinho pode transformar a vida de um acolhido, oferecendo referências positivas e ajudando no seu desenvolvimento emocional e social.
Para se tornar padrinho ou madrinha, é necessário ser maior de idade, ter disponibilidade para visitas e participação no processo de preparação e não estar no processo de adoção. O primeiro passo é entrar em contato com a instituição pelo telefone ou WhatsApp (47 3305-6412). Em seguida, os interessados passam por uma entrevista com a equipe técnica e participam do processo de orientação. Depois, os documentos são encaminhados ao Fórum, e são realizadas visitas ao lar para início da interação com os acolhidos.
O padrinho ou madrinha pode acompanhar um acolhido específico ou atuar de forma coletiva, interagindo com todos os residentes.
A equipe Aprisco comenta a importância da comunidade para os trabalhos. “A participação e envolvimento da comunidade podem fortalecer nosso trabalho. O apoio de voluntários, padrinhos e doadores é essencial para proporcionar melhores condições e oportunidades para as crianças e adolescentes acolhidos. Cada gesto de solidariedade faz a diferença e nos ajuda a transformar vidas”.
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