Com a chegada do verão e do período de férias, os casos de afogamento tendem a aumentar, pois a população busca ambientes aquáticos para lazer e para se refrescar. Para evitar a ocorrência desses casos, o maior cuidado que podemos ter é a prevenção, ou seja, não nos expormos ao risco.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Rio Negrinho, João Ricardo Prochmann, existem várias medidas simples que podemos adotar para evitar problemas maiores.
Segundo ele, a prevenção começa com a vigilância constante das crianças, independentemente de estarmos em regiões litorâneas, como praias, em piscinas ou lagos. “Basta um momento de distração para as crianças alcançarem um local perigoso, e fica então aquela velha máxima: crianças sempre a um braço de distância”, alerta. Para piscinas, o comandante orienta a instalação de cercas de proteção. “Utilize telas ou capas seguras e mantenha portões trancados”, cita.
Para açudes e rios, a orientação é nunca deixar crianças desacompanhadas nesses locais, orientar sobre os riscos e manter áreas restritas, preferencialmente cercadas. Para banheiras e recipientes pequenos, a dica é esvaziar banheiras, baldes e bacias imediatamente após o uso. “Nunca deixe crianças brincando sem supervisão”, explica. “No mar, prefira praias com a presença de guarda-vidas, respeite as bandeiras de sinalização e mantenha as crianças por perto. É possível consultar as praias com bandeiras ativas antes mesmo de sair de casa, pelo aplicativo CBMSC Cidadão”, detalha.
Prochmann lembra ainda que, além desses cuidados, um ponto bem importante a se destacar para os adultos é o consumo de bebidas alcoólicas, que não combina com o uso de ambientes aquáticos. “O ‘perfil do afogado’, ou seja, o maior número de pessoas que vieram a óbito em decorrência desse trauma, são jovens adultos que normalmente consumiram álcool. Prevenir é o caminho mais eficaz para garantir um verão seguro e tranquilo”, diz.
Em casos de emergência, como nos de afogamento, a orientação é manter a calma e acionar o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193. “Quem não tem o conhecimento específico não deve tentar salvar a vítima de dentro da água em locais perigosos, pois pode se tornar mais uma vítima, principalmente no mar, mas isso vale para todos os ambientes aquáticos. Caso possível, lance um objeto flutuante à distância”, encerra o comandante.
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