Graças a três câmeras escondidas dentro de casa, uma família de Rio Negrinho conseguiu descobrir a barbárie cometida por uma pessoa contratada para cuidar de duas mulheres com deficiência mental. As duas são gêmeas possuem 42 anos de idade e vinham sendo agredidas, dentro da própria casa, por quem deveria zelar por seu bem-estar, a cuidadora Liamar Maia. Ambas frequentam a Apae, caminham normalmente, pouco falam e precisam de acompanhamento 24 horas por dia. Veja o vídeo no final da matéria.
A mãe delas tem 76 anos de idade, sofre de diabetes e, algumas vezes, acaba tendo dificuldades de saúde para cuidar das filhas deficientes. Por conta disso, os familiares, incluindo os outros cinco irmãos, se uniram e custeavam uma cuidadora para auxiliar no banho, na alimentação e em outras atividades dentro de casa. Mas não imaginavam que a pessoa contratada para cuidar delas seria a mesma que, há cerca de um ano, vinha agredindo as irmãs. “Elas têm 42 anos de idade. São uns amores, uma gosta de boneca, e a outra, de anel e pulseiras”, conta um dos sobrinhos.
Polícia
Por conta das cenas de agressão e tortura flagradas pelos familiares, o caso foi levado à Polícia Civil. E ontem a cuidadora Liamar Maia compareceu à delegacia. Interrogada pelo delegado Thiago Nogueira, ela preferiu ficar em silêncio e agora será indiciada por tortura.
Há aproximadamente um ano, os familiares começaram a notar manchas no corpo de uma das irmãs. Logo suspeitaram de Liamar e por isso resolveram instalar as câmeras dentro da casa. Uma no banheiro, uma na cozinha e outra na sala, justamente os locais mais frequentados pelas irmãs.
Passadas algumas semanas, os parentes então começaram a analisar as imagens. “E tivemos um choque”, conta o sobrinho. “Todos da família estão revoltados com o que viram. Vai desde empurrões e tapas a socos e enforcamento; tem uma imagem dela enfiando uma varinha na boca de uma delas”, conta.