Representantes da sociedade civil de São Bento do Sul se reuniram no Centro de Vigilância à Saúde para mais uma reunião da Sala de Situação da Dengue. A iniciativa busca apresentar dados sobre a quantidade de focos, casos de doença e outros parâmetros, além de promover o trabalho em conjunto para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que também é causador do vírus da zika, febre amarela e chikungunya.
Neste ano, foram registrados 61 focos do mosquito, sendo o município considerado infestado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE). Em relação à doença, foram 21 casos de dengue confirmados e 6 encontram-se em fase de diagnóstico no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN).
Importante mencionar que quanto aos casos confirmados, os mesmos foram importados, ou seja, o paciente foi contaminado em outro município e diagnosticado com a doença em São Bento.
O médico infectologista da Vigilância Epidemiológica, Luiz Felipe Moreira, foi um dos convidados para o encontro, tendo a oportunidade de explicar aos participantes da reunião, as características do vírus.
”A dengue é uma doença potencialmente grave, podendo em alguns casos levar ao óbito e a população precisa se conscientizar sobre isso. Os sintomas são de náuseas, febre, vômitos, dores no corpo e na cabeça, podendo durar pelo período de 7 dias e o melhor tratamento é o líquido para aumentar o nível de hidratação, além de continuar a prevenção mesmo após contrair o vírus, pois o paciente pode ser infectado novamente”, explicou.
De acordo com Sandro Plazido, coordenador do setor de Entomologia, a evolução dos focos demonstra a importância de um trabalho coletivo para prevenção e fiscalização, evitando possíveis criadouros do mosquito.
“Temos atualmente sete agentes de endemias que trabalham com este controle na cidade, mas é preciso que todos estejam envolvidos nesta causa. Além de fiscalizar os locais com maiores riscos de proliferação, também fazemos trabalhos de orientação nas escolas, encontros com entidades e líderes de associações de moradores, para auxiliar nas campanhas de divulgação sobre os cuidados contra o mosquito”, destacou Sandro.
Cleide Adriana Dias, que trabalha no controle da dengue há mais de 12 anos, conta que durante sua experiência, ouviu de muitas pessoas que no clima frio, os cuidados não precisam ser tão rígidos.
“No inverno o mosquito diminui somente a sua proliferação, mas ele não morre. Uma fêmea por exemplo, pode produzir mais de 100 ovos em um único ciclo de reprodução, ou seja, os deveres de não deixar acumular água parada, manter as lixeiras tampadas, evitar o acúmulo de entulho e outras orientações sempre ditas, precisam ser feitas por todos nós”, disse.
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