A virada de ano em São Bento do Sul foi marcada por muita celebração e fogos de artifício. Apesar da existência de uma lei que proíbe a soltura de fogos com estampido, muitos moradores não respeitaram a determinação na noite de 31 de dezembro.
Conforme a prefeitura de São Bento do Sul, nove denúncias foram protocoladas na Ouvidoria por conta dos fogos. Segundo a assessoria de imprensa, os registros foram identificados quando as equipes retornaram ao trabalho nesta segunda-feira. “Foram nove ouvidorias registradas. O bairro Cruzeiro foi o que mais recebemos denúncias, seguido de 25 de Julho e Mato Preto”, informou a assessoria.
A lei municipal que proíbe a comercialização e soltura de fogos é a nº 4.370 de 2021, que prevê multa de 25 Unidades Fiscais do Município (UFM), cerca de R$ 150, para quem for flagrado cometendo o ato. Já em Rio Negrinho, a legislação é mais recente, de março de 2025, mas não impediu a utilização de fogos com estampido.
Suelen Fink, voluntária do Grupo de Proteção aos Animais de Rio Negrinho (Grupra), relatou os impactos nos animais. “Foi pior do que o ano passado. Tivemos muitos cães perdidos, cães idosos se machucando, outros que morreram. Foi horrível, isso precisa ser fiscalizado. Se não fiscalizarem os comércios onde vendem os fogos, não vai adiantar em nada! Foi a mesma coisa de todo ano, não adiantou nada”, comentou. Ela ainda citou casos de animais feridos e pedidos de ajuda.
Cleiton Depin, presidente do Grupra, reforçou os efeitos da soltura de fogos nos animais. “Tivemos muitos pedidos de ajuda para animais que fugiram. Até aqui no interior, nos espantamos com a soltura de fogos, que foi muito grande. Em outros anos não teve isso, parecia até algo de propósito, mesmo o pessoal sabendo da lei que foi amplamente divulgada. Para esse ano, esperamos a conscientização do povo, que soltem os fogos sem estampido”, disse.




