Vereadores de São Bento do Sul se manifestaram durante a sessão da Câmara desta terça-feira (2) sobre a possibilidade de contratação de vigilância patrimonial armada na Casa Legislativa. Além dos comentários nas redes sociais, o jornal A Gazeta posicionou-se contra o gasto previsto em edital de licitação, que pode chegar a R$ 390 mil por ano. Durante a sessão, muitos parlamentares se declararam contrários ao tema, alegando não terem sido consultados pelo presidente do Legislativo, Gilmar Pollum.
Ao usar a tribuna, Pollum tratou do assunto, afirmando que não seria a primeira vez que a Câmara teria segurança armada e defendeu a necessidade de garantir a proteção de todo o público, inclusive da Procuradoria da Mulher. O presidente também disse que vai zelar pelos recursos públicos e destacou que atuará com responsabilidade na gestão da verba pública. Pollum ainda comentou que administrativamente essa questão está sendo revista e que novidades serão informadas nos próximos dias
Manifestações contrárias
Na Palavra Livre, os vereadores Joelmir Bogo (União Brasil), Luiz da Luz (PL), Vilson da Silva (PL), Zuleica Voltolini (PP) e Terezinha Dybas (PSD) manifestaram oposição ao modelo armado da vigilância na Casa, argumentando que o tema não passou por consulta prévia aos parlamentares.
Luiz da Luz ressaltou a sensação de segurança no município. “Nós moramos, como vários vereadores e a imprensa enalteceram, em uma das cidades mais seguras de Santa Catarina e do Brasil. Então, acredito que o momento não é oportuno e que não há necessidade alguma de se investir valores extremamente significativos”, pontuou.
Já Terezinha Dybas sugeriu a revogação do certame. “A sugestão é a revogação deste edital de licitação. Eu sou contra a vigilância armada. Apenas a vigilância sem armas aqui na Câmara é suficiente. Somos a cidade mais segura de Santa Catarina e a quarta mais segura do Brasil, então não vejo essa necessidade”, afirmou.
A vereadora Zuleica reforçou que também não percebe urgência na mudança do modelo proposto. “Mesmo existindo a Procuradoria da Mulher, não vejo necessidade de segurança armada na Casa”, declarou.
Pedido de diálogo
O vereador Vilson da Silva, o Vilsinho, ampliou o debate e pediu maior envolvimento dos vereadores nas discussões sobre segurança pública local, citando também o ambiente escolar. Em crítica direta à condução do tema, declarou: “Os vereadores não foram ouvidos em nenhum momento sobre isso. Presidente, volte a conversar com os vereadores. Vamos começar 2026 com mais diálogo”. Ele ainda solicitou atenção ao diálogo sobre segurança em escolas, destacando que o assunto também exige debate e integração com a comunidade.






