Vereadores cobram explicações sobre cotas para exames laboratoriais em Rio Negrinho

Vereador apresentou requerimento direcionado à Saúde

• Atualizado 25 dias atrás.

Tema esteve em debate na Câmara de Vereadores (Foto: Divulgação / Câmara de vereadores)

A implantação de cotas para exames laboratoriais em Rio Negrinho, com um número limitado de exames liberados mensalmente, motivou a apresentação de um requerimento na Câmara de Vereadores, solicitando esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde. O pedido, protocolado pelo vereador Anderson Patrick de Castro (Progressistas), questiona os critérios adotados pela medida e seus impactos no atendimento à população. Entre os pontos levantados estão o motivo da limitação, o tratamento das guias vencidas — que perdem validade após 30 dias — e os reflexos para pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo, como gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Na tribuna, Anderson afirmou que a mudança tem causado dificuldades no agendamento de exames básicos, como sangue e urina, que antes eram realizados com mais agilidade. Segundo ele, há casos de espera superior a 60 dias, o que acaba gerando retrabalho nas unidades de saúde, já que pacientes retornam com guias vencidas e precisam de novas solicitações médicas. O vereador também demonstrou preocupação com situações de urgência, como o acompanhamento pré-natal, ressaltando que a demora pode comprometer diagnósticos e tratamentos.

Outro ponto destacado foi o possível impacto na prevenção de doenças crônicas, já que a limitação pode dificultar o monitoramento regular de pacientes com hipertensão, diabetes e outras condições. O requerimento ainda questiona quais medidas estão sendo adotadas para reduzir a demanda reprimida e se há previsão de retomada do sistema anterior, sem restrição por cotas. A discussão foi acompanhada por outros vereadores, que também relataram ter recebido reclamações da população e cobram que ajustes sejam realizados para garantir maior eficiência e se evitem prejuízos à saúde dos munícipes.

Nedlin Sacht Padilha (Novo) afirmou que há desequilíbrio na distribuição de vagas entre bairros e alertou para o risco de aumento das filas nos próximos meses. Ele sugeriu o uso de ferramentas tecnológicas para melhorar o sistema de agendamento, permitindo mais agilidade e organização. Já a vereadora Keti Schroeder (PL) destacou as dificuldades enfrentadas por idosos, que muitas vezes se deslocam até unidades de saúde e não conseguem atendimento devido ao esgotamento das cotas. Ela pediu atenção especial a esse público e a adoção de estratégias que facilitem o acesso aos exames.

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