Há pouco mais de um ano, a Polícia Penal recebeu oficialmente a Penitenciária Industrial de São Bento do Sul. Desde então, a unidade passou por reformas estruturais e adequações logísticas para receber gradualmente os internos. De junho até agora, 314 presos já foram transferidos para o local, e a previsão é de que, até o início de 2026, a penitenciária opere com a capacidade total de cerca de 700 detentos.
Segundo o diretor da unidade, Léo da Silva Feliciano, os blocos C e B já estão em funcionamento, enquanto o Bloco A deve ser liberado entre dezembro e janeiro, abrigando 250 internos. A transferência segue o ritmo de oito presos por dia, em sua maioria vindos de Joinville e de outras cidades da região, que enfrentam superlotação nos presídios.
Além da custódia, a penitenciária aposta em projetos de estudo e trabalho. Atualmente, internos já participam de aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos superiores a distância e programas de leitura. Há ainda parcerias com empresas, como a Ogochi, que pretende empregar 150 presos na produção de malharia a partir de 2026. A meta é que 60% dos internos tenham ocupação profissional ou educacional dentro da unidade.
Outro destaque é o “Programa de Retorno à Sociedade”, que deve oferecer cursos profissionalizantes a detentos próximos do fim da pena. A proposta é possibilitar que saiam com certificação em áreas como mecânica, marcenaria e construção civil, além de receberem acompanhamento religioso e educacional.



