Durante assembleia geral realizada na noite do dia 9 de dezembro, no auditório do MAK Center, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio Negrinho definiu a pauta de negociação salarial que será encaminhada à Prefeitura na próxima semana. O documento reúne 20 cláusulas com demandas de diferentes segmentos do funcionalismo municipal.
Além da pauta salarial, também foram debatidos o acordo coletivo de férias, ações judiciais em andamento e a Audiência Pública proposta pela Prefeitura para apresentação da reforma administrativa.
De acordo com a presidente do sindicato, Raquel Franz, a principal reivindicação envolve a reposição integral da inflação, com base no INPC – índice que ainda não está fechado, mas deve ficar em torno de 5% – além de um aumento real de 3%. Outro ponto é o auxílio-alimentação, com pedido de reajuste para R$ 850 a partir do próximo ano.
Raquel destacou ainda que várias solicitações são recorrentes, devido à falta de diálogo com o Executivo. Segundo ela, tanto na gestão anterior quanto na atual, o prefeito Caio Treml (PL) não recebeu oficialmente o sindicato para tratar das demandas da categoria.
Na assembleia, também foi definida a comissão que ficará responsável pela negociação da pauta, formada pelos servidores Viviane Woide Iantsch, Janaina Doerlitz, Thiago Ranzani, Lucas Liebl, Fernando de Almeida, Nelsi Felzack, Luan Swirkowski e Geovane Affonso Sampaio.
Reforma administrativa
Outro tema que gerou debate foi a Reforma Administrativa. Segundo Raquel Franz, o assunto tem sido tratado sem transparência pela administração municipal e sem a participação do sindicato e dos servidores, o que tem causado descontentamento em diversas categorias. A presidente reforçou a importância da presença dos servidores na sessão da Câmara de Vereadores no dia 19, quando a Prefeitura deverá apresentar as mudanças propostas.
Mais pedidos
Entre as demais reivindicações aprovadas estão a reclassificação da tabela salarial do magistério, com adequação ao Piso Nacional e descompactação da carreira; aplicação do Piso Mínimo Salarial Regional de Santa Catarina; e a reestruturação do Estatuto e do Plano de Cargos e Salários, com participação efetiva do sindicato.
A pauta também inclui o aumento e adiantamento das diárias pagas a motoristas e outros servidores, a implantação do sistema de sobreaviso no Samae e em outros setores, além da revisão da carreira da enfermagem e do reajuste da gratificação de coordenação local das unidades de saúde, congelada desde 2012.
Outros pontos envolvem a revisão dos percentuais de insalubridade, a ampliação do adicional por tempo de serviço até os 35 anos de atuação, a contratação de empresa especializada para avaliação de condições de trabalho e a reclassificação salarial do cargo de cozinheira, além da criação do cargo de atendente integral na educação para turmas de Nível II.






