Antes de a Avenida São Bento ganhar o movimento de hoje, uma Saveiro percorria as estradas de chão levando madeira, portas e janelas aos primeiros clientes da Paraná Madeiras. Ao volante estava Mariane Lorenzi. Na loja, atendendo quem chegava, permanecia o marido, Celso. Era assim que, em 1996, o casal dava os primeiros passos de um negócio que, este ano, completou 30 anos de atividade.
Na época, não havia grandes estruturas, investimentos ou uma equipe numerosa. A empresa funcionava apenas com o casal e um ajudante, em uma região que ainda começava a se desenvolver. “Queríamos ter algo nosso. Começamos praticamente do zero, sem capital. Eu ficava no atendimento e a Mariane fazia as entregas. Foi um desafio muito grande, mas fomos conquistando espaço com trabalho e seriedade”, relembra Celso.
Ao longo das três décadas, a empresa acompanhou as mudanças do mercado e da própria cidade. A antiga rotina, baseada quase exclusivamente no atendimento presencial, passou a dividir espaço com vendas realizadas por aplicativos de mensagens e outras ferramentas digitais.
Apesar das transformações, Celso afirma que a essência do negócio permaneceu a mesma. Para ele, a relação construída com os clientes ao longo dos anos é um dos principais motivos para a empresa chegar às três décadas de atividade. “Sempre procurei trabalhar com honestidade e respeito pelas pessoas. Acho que uma empresa só consegue permanecer por tanto tempo quando constrói uma relação de confiança com os clientes”, destaca.
Rotina que começou cedo
A rotina do fundador também mudou pouco desde o início. Aos 30 anos da empresa, Celso continua chegando cedo à loja e acompanhando de perto o dia a dia do negócio. “Chego na empresa às seis da manhã e normalmente vou embora às sete da noite. Quem pensa que vai abrir uma empresa para trabalhar pouco está enganado. O empresário é o primeiro a chegar e o último a sair”, comenta.
A dedicação à rotina da empresa atravessou diferentes momentos da história de São Bento do Sul. O que começou com uma pequena estrutura, poucos funcionários e entregas feitas em uma Saveiro acompanhou o crescimento da cidade e as transformações no comércio.
Da estrada de chão à história do comércio local
Da antiga “Saveirinha” que percorria as estradas de chão restaram as lembranças de um período em que tudo ainda estava começando. A Avenida São Bento cresceu, a cidade mudou e a pequena empresa do início tornou-se parte da história do comércio local.
Para Celso Lorenzi, no entanto, algumas coisas continuam iguais às do primeiro dia: chegar cedo, valorizar o trabalho e entender que uma trajetória é construída aos poucos.
Três décadas depois, a história da Paraná Madeiras é também a história de um casal que decidiu começar com o que tinha e, ao longo dos anos, construiu seu espaço no comércio de São Bento do Sul.





