O Hospital Sagrada Família alcançou resultados expressivos na redução de infecções hospitalares na UTI, superando as metas estabelecidas pelo projeto “Saúde em Nossas Mãos”, iniciativa vinculada ao Ministério da Saúde. Em apenas um ano, a instituição registrou uma queda de 76% nas infecções de corrente sanguínea e redução de 86% nos casos de pneumonia associada à ventilação mecânica — índices que ultrapassam a meta de 50% prevista pelo programa.
Segundo Joeni Kobren, coordenadora da UTI do hospital, o resultado é fruto do empenho da equipe e da adoção de protocolos rigorosos de segurança do paciente. “De três indicadores avaliados, dois superaram as metas estabelecidas. Queremos dar continuidade a esse trabalho, buscando novas melhorias e mais qualidade na assistência aos nossos pacientes”, destaca.
O “Saúde em Nossas Mãos” é desenvolvido a cada três anos e conta com a participação de seis instituições de referência nacional: Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital do Coração (HCor), Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.
De acordo com Patrick Westphal, do Hospital Moinhos de Vento — instituição que orienta o Sagrada Família no projeto, o acompanhamento é contínuo e baseado em dados. “Começamos a monitorar os indicadores da instituição um ano antes do início do projeto, implementando pacotes de prevenção para reduzir as infecções e acompanhando de perto os resultados”, explica.
Ele lembra que todo o processo é desenvolvido de forma colaborativa pelos hospitais PROADI-SUS, programa de desenvolvimento institucional que apoia hospitais do SUS e tem apresentado impactos extremamente positivos em todo o país. Além disso, ressalta os benefícios diretos à assistência. “Resultados como esses impactam diretamente o desfecho do paciente, reduzindo o risco de morte, o tempo de internação e permitindo maior rotatividade de leitos na UTI, além de otimizar recursos e evitar desperdícios. Agora, seguimos com mais um ano de trabalho para sustentar esses avanços”, declara.







