A rotina de muitas pessoas inclui o uso de fones de ouvido no trabalho, durante exercícios físicos e no deslocamento diário. No entanto, o hábito pode trazer consequências graves para a saúde auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um bilhão de jovens correm risco de desenvolver perda auditiva devido ao uso inadequado de fones e à exposição frequente a sons altos.
A fonoaudióloga e pós-graduada em Audiologia Angela Akemi Tashima explica que a perda auditiva causada pelo excesso de ruído é permanente e não tem cura. Ela recomenda limitar o uso dos fones a cerca de uma hora seguida, com intervalos de uma a duas horas antes de voltar a utilizá-los, além de manter o volume em níveis baixos.
Zumbido pode ser o primeiro sinal de lesão
De acordo com a especialista, o primeiro sinal de dano costuma ser o zumbido no ouvido, indicando lesão nas células responsáveis pela audição. Ela também observa um aumento no número de pacientes jovens com esse tipo de problema nos últimos anos.
A fonoaudióloga orienta que qualquer alteração na audição ou zumbido persistente deve ser avaliada por um profissional, já que o diagnóstico precoce pode ajudar a evitar o agravamento do problema.
Dormir com fones e usar em locais públicos aumenta os riscos
Dormir com fones de ouvido também é um hábito desaconselhado. Além de impedir o descanso adequado dos ouvidos e do cérebro, o uso prolongado pode causar lesões no canal auditivo e favorecer infecções, especialmente quando os fones não são higienizados corretamente.
Outro ponto de atenção é a segurança. O uso de fones em ambientes externos pode dificultar a percepção de buzinas, veículos e outros sons de alerta, aumentando o risco de acidentes.
Para reduzir os riscos, a orientação é usar os fones apenas quando necessário, fazer pausas regulares, evitar volumes elevados e manter o acessório sempre limpo. Segundo a especialista, essas medidas ajudam a preservar a audição e evitam danos que podem ser irreversíveis.



