Tribunal de Justiça agrava penas de ex-vereadores de Rio Negrinho no “Caso das Diárias”

Ex-vereadores Artemio Correa, Piska e Osmar Anton foram condenados por participação em fraude das diárias
Por:

• Atualizado 1 meses atrás.

Piska, Artemio e Osmar foram condenados a penas mais altas por autorizar pagamento de diárias (Foto: Divulgação)

Nesta quinta-feira (16), A Gazeta publicou reportagem sobre a condenação de ex-vereadores e servidores da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, além de empresários ligados a um esquema de cursos fraudulentos criados com o objetivo de desvio de diárias. As condenações variavam entre 4 e 5 anos. Mas a mesma investigação resultou em uma segunda decisão por parte do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), esta com penas muito mais pesadas contra três ex-presidentes do Legislativo rio-negrinhense. A decisão reformou sentença anterior que havia absolvido os réus.

Por conta disso, os ex-vereadores Arlindo André da Cruz, Artemio Corrêa e Osmar Paulo Anton foram condenados porque, entre 2009 e 2016, enquanto presidentes, autorizaram o pagamento de diárias e inscrições em cursos de capacitação fictícios, organizados por empresas que serviam de fachada para justificar os desvios. O TJSC reconheceu que os ex-presidentes tinham pleno conhecimento das fraudes e, mesmo assim, autorizaram repasses e participaram dos cursos falsos.

O esquema, segundo a Corte, tinha como finalidade complementar salários de vereadores e servidores com verbas públicas. “Na qualidade de dirigentes e ordenadores de despesas, mesmo cientes das irregularidades, autorizaram o pagamento de diárias indevidas em favor dos vereadores e servidores. Além disso, autorizaram o repasse de valores referentes às inscrições para empresas que apenas simulavam a realização dos cursos fictícios, contribuindo diretamente para a concretização do esquema fraudulento”, diz trecho do acórdão do TJSC.

O relator do caso enfatizou ainda, na decisão, que “a conduta dos réus revela dolo específico e consciência da ilicitude, sendo incompatível com os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade que regem a Administração Pública”. Neste caso, Artemio Corrêa e Osmar Paulo Anton foram condenados a 36 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, além de 172 dias-multa, em regime fechado. Já Arlindo André da Cruz foi condenado a 21 anos, 9 meses e 10 dias de prisão e 103 dias-multa, também em regime fechado.

Participação nos cursos
Os três vereadores também foram condenados pela participação nos cursos fictícios. Nesse caso, as penas aplicadas foram menores, como noticiado nesta quinta-feira (16). Para Artemio Correa foram 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão e 21 dias-multa, em regime semiaberto. Para Osmar Paulo Anton, a pena foi de 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão e 21 dias-multa, em regime semiaberto. Para Arlindo André da Cruz, a pena foi fixada em 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão e 21 dias-multa, em regime semiaberto. Tanto para os casos de condenação pela participação no esquema fraudulento, como para os casos de participação nos cursos fictícios, cabem recursos.

Últimas notícias

Ilustração do signo de Capricórnio em um fundo verde
Ilustração do signo de Áries em amarelo em um fundo preto
morterodovia2
cenas-de-sexo-explicito-e-automutilacao-com-criancas-ao-vivo-expoem-crime-grave-em-sc
jaguaratica

Mais lidas

Komprão Oxford - Chris (3)
grave acidente (2)
Acidente rio vermelho povoado
WhatsApp Image 2025-11-21 at 17.08
AULAS - Cristiano Estrela Divulgação

Notícias relacionadas