Chegou ao fim na quinta-feira (07) à tarde o processo envolvendo o prefeito Antonio Tomazini (PL), mas não por questões políticas, e sim devido ao episódio que ficou conhecido em São Bento do Sul como o “Caso dos Médicos”, onde diversos profissionais foram denunciados por suposto não cumprimento da jornada de trabalho nos postos de saúde. No entanto, a decisão de quinta-feira (07) poderia trazer também impactos no campo eleitoral, pois caso houvesse condenação, Tomazini teria seus direitos políticos cassados e não poderia concorrer na eleição deste ano.
De acordo com o advogado Maurício Willeman, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina reconheceu que havia um acordo feito à época, onde os médicos poderiam trabalhar conforme número de atendimentos, não havendo necessidade de permanecerem durante o restante do tempo nas unidades de saúde.
Conforme o advogado, o TJ entendeu que não havia má-fé por parte de Tomazini. Além de Willemann, trabalhou no caso o advogado Nilton Macedo Machado, responsável pela sustentação oral realizada quinta-feira (07) no tribunal de justiça, detalhando toda a questão.
Conforme o prefeito, tanto ele quanto outros médicos foram vítimas de acusações infundadas e, portanto, agora o Tribunal de Justiça reconheceu isso. “Os três desembargadores votaram favoráveis a nós, afastando as denúncias”, destacou.
“No voto, inclusive manifestou-se que a jornada de trabalho que realizamos era acordada com todas as gestões, por conta das escalas para cirurgias, plantões e atendimentos. Ou seja, como disse o magistrado, apesar de não ter sido normatizada, era consenso no município onde atuei como servidor por mais de 30 anos”, destacou.
Tomazini disse ainda que outro ponto destacado é que nunca houve dolo ou má fé, e que as denúncias se mostraram de cunho político, pois iniciaram somente quando ele se colocou como possível candidato a prefeito. “Assim, posso dizer que hoje, depois de muita luta, me sinto aliviado e pronto para virar essa página e seguir trabalhando por São Bento do Sul”, concluiu.
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