Tomazini diz que ações judiciais de R$ 80 milhões travam obras em São Bento do Sul

Prefeito afirma que o impacto financeiro obrigou a adiar investimentos previstos para 2026

• Atualizado 26 dias atrás.

Em entrevista a A Gazeta, Tomazini detalha o impacto das ações judiciais nas contas do município (Foto: Marcello Miranda / Arquivo / A Gazeta)
Em entrevista a A Gazeta, Tomazini detalha o impacto das ações judiciais nas contas do município (Foto: Marcello Miranda / Arquivo / A Gazeta)
Em entrevista a A Gazeta, Tomazini detalha o impacto das ações judiciais nas contas do município (Foto: Marcello Miranda / Arquivo / A Gazeta)

Recentemente, o prefeito de São Bento do Sul, Antonio Tomazini (PL), acompanhado da chefe de Gabinete, Suzana Teles, esteve em A Gazeta para fazer um balanço do primeiro semestre do ano na atual gestão. Em uma conversa franca, o chefe do Executivo fez um raio-X do município, relatando a frustração de ter o caixa esvaziado por passivos milionários herdados de gestões passadas, ao mesmo tempo em que tenta manter o ritmo de dezenas de frentes de trabalho nas áreas de infraestrutura, educação e saúde. “Nós navegávamos em águas calmas e claras durante cinco anos, e agora nesse meio ano aqui… Apareceram umas marolas. Aqui, o barco batendo pra todo lado”, desabafou.

Com cerca de três mil servidores na máquina pública, Tomazini comparou a rotina da prefeitura a uma montanha-russa diária. “Cada dia é uma novidade. Mas mesmo assim nós estamos trabalhando.” O principal solavanco sentido pela administração neste ano veio dos tribunais. A Prefeitura foi atingida por uma avalanche de decisões judiciais, em sua maioria de ações coletivas movidas pelo sindicato dos servidores, referentes a direitos trabalhistas negligenciados no passado. “São coisas antigas que uma hora estouram”, explicou a chefe de Gabinete, Suzana Teles.

O impacto nos cofres públicos é intenso. Entre retroativos de vale-alimentação (que não eram pagos durante férias e afastamentos), regência de classe, e outras correções, a conta judicial em 2026 pulverizou o planejamento financeiro. “Nós estamos falando de R$ 80 milhões. Isso impacta qualquer orçamento”, detalhou Suzana. Apenas o retroativo referente ao vale-alimentação está estimado em R$ 17,5 milhões.

O prefeito não escondeu a frustração de ver os recursos poupados pela gestão escorrerem para o pagamento de precatórios e outros pagamentos. “Todo o nosso superávit, mais de 43 milhões, vai nessas ações. Nós não vamos conseguir fazer nada do que estava programado”, lamentou Tomazini.

Obras aguardadas, como o Parque da Promosul (orçado em R$ 20 milhões), o novo Laboratório de Análises Clínicas e etapas do Programa de Pavimentação tiveram que ser momentaneamente engavetadas. “O que nós estamos fazendo agora é pagar essas contas aí. De uma hora para outra apareceram. E se não fosse isso, nossa senhora”, disse o prefeito, destacando que somente em pavimentação são 46 projetos prontos e que tiveram de ser segurados neste ano.

O balanço completo da gestão, com investimentos, obras e outros temas abordados na entrevista, está na edição impressa de 2 de julho de 2026.

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