Secretaria de Educação de Rio Negrinho esclarece polêmica sobre palestras de prevenção da gravidez nas escolas

Encontro foi convocado após a repercussão negativa das apresentações ocorridas em escolas da rede municipal de ensino
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• Atualizado 29 dias atrás.

Reunião ocorreu na Câmara de Vereadores (Foto: Divulgação)

Uma reunião na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, na manhã de segunda-feira (10), trouxe representantes das secretarias municipais de Educação e Saúde para esclarecer polêmicas relacionadas a palestras realizadas nas escolas sobre prevenção da gravidez na adolescência. O encontro foi convocado a partir de um requerimento proposto pelos vereadores Anderson Patrick de Castro (PP), Manoel Alves Neto, o Maneco (UB), e Nedlin Sacht Padilha (Novo), após a repercussão negativa das apresentações ocorridas em escolas da rede municipal de ensino.

A secretária de Educação, Sandra Mara Brambilla Hacke, explicou que as palestras fazem parte do Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido em parceria com a Secretaria de Saúde, com foco em temas como métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e prevenção da gravidez precoce.
Segundo ela, a iniciativa segue orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomendam o trabalho de educação sexual e prevenção a partir dos 12 anos de idade.

Sandra afirmou ainda que o conteúdo das palestras foi elaborado por profissionais capacitados – uma psicóloga e um assistente social, ambos efetivos da secretaria – e negou as acusações de uso de linguagem inapropriada ou da obrigação de alunos a manipularem próteses anatômicas.

Segundo ela, os materiais utilizados foram emprestados pela Secretaria de Saúde e tinham caráter exclusivamente educativo, servindo para demonstrar o uso correto de preservativos. “Em nenhum momento houve imposição. Os alunos participavam apenas se quisessem, e o linguajar utilizado foi técnico e respeitoso”, explicou Sandra.

Questionamentos
O vereador Anderson Patrick de Castro (PP), que iniciou os questionamentos, destacou que o problema não estava no tema das palestras, mas na metodologia aplicada. Ele cobrou mais cautela na forma como o assunto foi tratado e criticou a falta de um posicionamento público da Secretaria de Educação quando o caso veio à tona. A secretária respondeu que opta por responder às solicitações formais por escrito para evitar distorções de suas falas. Durante o debate, ela reconheceu que, após a repercussão negativa, o formato das palestras foi modificado, com a retirada das próteses utilizadas nas demonstrações.

A vereadora Keti Schroeder (PL) sugeriu que as escolas promovam rodas de conversa com pais e responsáveis para ampliar o diálogo sobre o tema. Ela defendeu a continuidade das ações educativas, ressaltando a importância de tratar de forma aberta questões como gravidez precoce, abuso sexual e violência doméstica.

Já o vereador Maneco (UB) reforçou a importância de uma comunicação mais clara entre as escolas e as famílias em relação às palestras realizadas nas unidades de ensino. O parlamentar defendeu que os pais sejam informados com antecedência e de forma oficial sobre o conteúdo abordado, após relatar que uma mãe lhe procurou afirmando que o filho, aluno do sétimo ano, participou de uma atividade sem que a família tivesse sido avisada previamente.

O vereador Nedlin Sacht Padilha (Novo) relatou ter sido procurado por pais de alunos e afirmou que buscou esclarecimentos junto à Secretaria de Educação, tendo que encaminhar um requerimento formal para obter respostas. Segundo ele, o objetivo não é questionar o tema das palestras, mas compreender a forma como as informações foram apresentadas aos alunos e à comunidade. Nedlin destacou ainda o desconforto de algumas crianças durante as atividades e mencionou relatos de constrangimento. Em sua fala, a equipe da Secretaria de Educação reforçou que o tema foi tratado com toda seriedade que o tema exige.

Já o vereador Rafael Schroeder (PL) manifestou preocupação com a suspensão das palestras, afirmando que a medida acabou prejudicando as turmas que não chegaram a participar das atividades. A reunião foi conduzida pelo presidente do legislativo, Rodrigo dos Santos, o Dido (PL).

Durante o mesmo encontro, a secretária também apresentou um dado preocupante sobre o cenário local. Veja quantas alunas estão grávidas nas redes municipal e estadual de Rio Negrinho neste link.

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