São Bento inicia estudos para abrir três novas ruas para desafogar o trânsito; veja os locais

Etapa é importante para avaliar se os benefícios das vias vão justificar os custos futuros

• Atualizado 16 dias atrás.

Transpão teve o pedido de Licença Ambiental de Implantação (LAI) encaminhado ao IMA/SC (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)

Três novas vias de São Bento do Sul serão alvo de estudos técnicos que irão apontar a viabilidade de futuras obras. O levantamento marca o primeiro passo para eventuais projetos futuros, reunindo dados gerais relacionados às possíveis intervenções nas áreas

As ruas estão previstas na Lei de Ordenamento Territorial e passarão por um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). Segundo o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Bruno Seefeld, a análise “verifica se os benefícios estimados justificam os custos com os projetos e execução das obras”.

A licitação para contratação da empresa responsável foi marcada para 2 de dezembro, com investimento previsto de até R$ 518,7 mil.

Locais
As três vias devem ligar diferentes regiões da cidade. Um dos trechos conectará o bairro Boehmerwald ao Centro, com 1.740 metros. Outro fará a ligação entre os bairros Progresso e Brasília, com 3 mil metros. O terceiro trecho deve unir os bairros Rio Negro e Serra Alta, com 1.310 metros.

De acordo com Seefeld, as propostas buscam organizar o sistema viário e melhorar a mobilidade urbana diante do atual cenário do trânsito em São Bento do Sul.

O secretário já havia detalhado para A Gazeta que a primeira via representa a continuidade da Avenida Gustavo Eichendorf, ligando o trevo do Mato Preto ao Contorno Central Norte, a Transpão. A segunda prevê uma interligação entre a própria Transpão e a Rua das Flores, no bairro Brasília. Por fim, o terceiro traçado deve ligar o Loteamento Monte Carlo à Rua Carlos Rueckl, em Serra Alta.

Etapas e critérios do estudo
O EVTEA deverá reunir e analisar dados preliminares, propor traçados viáveis para avaliação da Prefeitura e utilizar softwares de simulação para embasar as definições do projeto.

O estudo também precisa considerar legislações municipais, estaduais e federais, além de parâmetros técnicos como uso e ocupação do solo, largura das vias, topografia, interseções, implantação de calçadas e ciclofaixas, aspectos ambientais e possíveis desapropriações.

Além disso, serão realizados estudos de tráfego para diferentes modais. O documento ainda exige que sejam identificadas necessidades de licenciamento ambiental, eventuais supressões de vegetação, compensações e possíveis Relatórios de Impacto Ambiental.

A empresa vencedora da licitação deverá apresentar estimativas de custo das obras com base no estudo, incluindo todos os trechos previstos.

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