São-bentense percorre quase 1.200 km de bicicleta em peregrinação até Aparecida

Laudinei Fietz, de 52 anos, realizou o trajeto pela nona vez para cumprir promessa de fé e devoção

• Atualizado 6 meses atrás.

São-bentense viajou quatro das de bicicleta para chegar até o Santuário Nacional (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)
São-bentense viajou quatro das de bicicleta para chegar até o Santuário Nacional (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)
São-bentense viajou quatro das de bicicleta para chegar até o Santuário Nacional (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)

Movido pela fé e pela devoção a Nossa Senhora Aparecida, o são-bentense Laudinei Fietz, de 52 anos, concluiu no último dia 27 de dezembro de 2025 mais uma peregrinação de bicicleta até o Santuário Nacional, em Aparecida (SP). A viagem, iniciada dia 23, durou quatro dias de pedal e somou quase 1.200 quilômetros, sendo uma das mais desafiadoras já enfrentadas por ele, principalmente pelo calor.

Esta foi a nona vez que Laudinei fez o trajeto sozinho. A jornada faz parte de uma promessa relacionada ao nascimento das duas filhas, Carolina e Karolaine, que, segundo ele, ocorreu após um milagre alcançado pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Ao todo, ainda restam seis viagens para o cumprimento completo da promessa.

Para chegar ao local, ele desceu por Joinville, passando por Guaratuba, Caiobá, Matinhos e Morretes. Em seguida, pegou a BR-116, passando pela cidade de Juquiá, seguindo sentido Sorocaba. Continuou por Indaiatuba e Votorantim, depois entrou na Rodovia Dom Pedro e desceu para a Dutra. Após longas horas de estrada, chegou finalmente a Aparecida. Em 2025, Laudinei também aproveitou para conhecer Votorantim (SP), o que acabou ampliando a distância percorrida.

Muito calor
Segundo ele, o maior desafio foi o calor intenso, especialmente em território paulista. “Foi uma das viagens mais quentes que eu já fiz. Muito sofrido, bastante judiado”, relata. Mesmo com o uso constante de protetor solar, ele sofreu queimaduras provocadas pelo sol. Diferentemente de outros anos, Laudinei afirma que não conseguiu treinar adequadamente antes da viagem. “Vim mais na fé mesmo”, resume.

Durante o trajeto, ele pedalou do amanhecer até a noite e enfrentou dores físicas, dificuldades para descansar e longos períodos sem conseguir sequer sentar confortavelmente no banco da bicicleta. Ainda assim, a fé foi o combustível para seguir em frente. “Quando a gente está chegando perto, parece que não tem dor nenhuma”, afirma.

A chegada ao Santuário, segundo Laudinei, é sempre marcada por emoção. “É uma sensação que não tem como explicar. A gente se sente muito bem”, diz. No caminho, ele destaca os diversos gestos de solidariedade, como pessoas que oferecem água, comida ou ajuda. Laudinei garante que, enquanto tiver forças, continuará cumprindo a promessa e retornando todos os anos a Aparecida. “Se Deus quiser, vou continuar vindo sempre que puder”, conclui.

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