Em recuperação judicial desde o ano passado, a Móveis Três Irmãos, uma das mais tradicionais moveleiras da região, vai passar por um momento decisivo em sua história nos próximos dias. Em contato com a diretoria da companhia, A Gazeta confirmou que a empresa passa por dificuldades financeiras – agravadas principalmente pelo tarifaço americano. “Com o tarifaço, a coisa desandou completamente”, declarou a companhia, relatando que o faturamento foi extremamente prejudicado pela medida dos Estados Unidos.
Destacando que não pode externar mais detalhes agora sobre eventuais novidades – que serão divulgadas em momento oportuno –, a companhia inclusive confirmou que está com o pagamento de salários atrasados e com a produção paralisada há quase três semanas na matriz, localizada em Fragosos, Campo Alegre. A unidade de Caçador já parou há mais tempo.
Sindicato cobra
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de São Bento do Sul e Campo Alegre tem reivindicado uma transparência maior com relação à situação pela qual a companhia está passando. O presidente do sindicato, Airton Anhaia, que nesta terça-feira (16) esteve na matriz da empresa, afirma que alguns dos pontos mais urgentes se referem justamente à falta de pagamento dos funcionários.
“Estamos cobrando uma definição, ou seja, se a empresa vai voltar ao trabalho ou não”, comenta ele. “É uma situação preocupante”, diz o sindicalista, que cita a necessidade de realização de uma assembleia com os trabalhadores.
Desde a década de 1970
De acordo com o site da empresa, após iniciar sua trajetória na década de 1970, a Três Irmãos se consolidou como uma das maiores empresas produtoras e exportadoras de móveis do Brasil – exportando 100% da produção recente, inclusive. Atualmente, o quadro de funcionários é de cerca de 200 pessoas.



