Saiba qual foi a pena do homem que matou o próprio pai em São Bento do Sul

Crime ocorreu na madrugada de 23 de outubro de 2025, no bairro Serra Alta
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• Atualizado 26 dias atrás.

Além da pena de reclusão, a sentença determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais (Foto: Larissa Hirt / Arquivo / A Gazeta)
Além da pena de reclusão, a sentença determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais (Foto: Larissa Hirt / Arquivo / A Gazeta)
Além da pena de reclusão, a sentença determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais (Foto: Larissa Hirt / Arquivo / A Gazeta)

O Tribunal do Júri da Comarca de São Bento do Sul condenou, nesta terça-feira (14), Arthur Fortes Pereira a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do próprio pai, Juares Pereira, de 54 anos. O crime ocorreu na madrugada de 23 de outubro de 2025, no bairro Serra Alta.

Além da pena de reclusão, a sentença determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais aos familiares da vítima. O juiz também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Arthur matou o pai dentro da residência da família utilizando um objeto semelhante a um halter artesanal. A vítima foi atingida diversas vezes na cabeça e morreu em decorrência dos ferimentos.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi praticado com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme a acusação, Juares estava desarmado e foi golpeado quando já se encontrava caído no chão, sem condições de reagir. A violência foi tão intensa que chegou a provocar danos no piso da residência.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime e acolheram as qualificadoras apresentadas pelo MPSC. A condenação foi por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravante por ter sido cometido contra ascendente.

A promotora de Justiça Gabriela Arenhart, que atuou no Tribunal do Júri, afirmou que o caso revelou “uma brutalidade extrema”, por envolver o assassinato do próprio pai, e destacou que a condenação representa uma resposta da sociedade. Segundo ela, o Ministério Público ainda irá analisar a possibilidade de recorrer da decisão para buscar o aumento da pena.

Após o julgamento, o irmão da vítima, Joatan Pereira, afirmou que a família vive um processo de luto pela perda de Juares, mas disse sentir alívio com a decisão dos jurados. Nós estamos vivendo um processo de luto, de perda, perda em dose dupla, mas também estamos com o coração mais aliviado porque sentimos que a justiça foi feita. Acho que o mais importante é que a família não se dilacerou, mas se fortaleceu”, declarou.

Conforme as investigações da Polícia Civil, pai e filho discutiram após Juares chegar do trabalho enquanto o acusado consumia bebida alcoólica. Durante o desentendimento, Arthur utilizou o halter artesanal para atingir a cabeça do pai diversas vezes.

Após o crime, o acusado acionou o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Militar, permaneceu no local e acabou preso em flagrante. Desde então, estava detido preventivamente no Presídio Regional de Mafra, onde permanecerá para o cumprimento da pena.

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