O custo dos alimentos que compõem a cesta básica pesquisada pelo Procon de São Bento do Sul apresentou queda de 2,69% no comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026. O valor total dos itens alimentícios analisados passou de R$ 1.066,08 para R$ 1.037,42, representando uma redução de R$ 28,66 no período.
O levantamento considera o consumo mensal estimado para uma família formada por dois adultos e duas crianças. Embora o resultado geral aponte redução no preço dos alimentos ao longo dos 12 meses recentes, os dados revelam um cenário de oscilações significativas entre os produtos pesquisados. Alguns itens registraram aumentos expressivos, enquanto outros apresentaram quedas acentuadas, influenciando o resultado final.
No grupo dos alimentos que ficaram mais baratos, a maior redução foi observada na salsicha, que diminuiu 42,02%. No caso da banana, o preço médio recuou 38,77%. Em seguida aparecem o alho, com queda de 37,31%; o arroz, com redução de 30,44%; o café em pó, com 24,47%; e a maçã, que apresentou retração de 23,97%. Os ovos também registraram queda, no caso, de 23,97%; seguidos pelo açúcar refinado (-23,24%), pelo frango inteiro (-21,11%) e pela bisteca de porco (-20,03%).
Entre os alimentos que mais encareceram no período, a cenoura teve a maior alta, com 182,70%. O tomate vem em seguida, com aumento de 43,12%. Na sequência aparecem a cebola, com alta de 36,57%; a batata, com 36,43%; e a carne de primeira (contrafilé), com 23,06%. Também tiveram elevação de preços, por exemplo, o pão francês (16,23%), o achocolatado (15,25%), o sal (14,89%) e o extrato de tomate (12,47%).
Variação mensal
Já na variação mensal, ou seja, de maio para junho de 2026, os alimentos ficaram, em média, 1,27% mais caros. O valor total dos itens analisados passou de R$ 1.024,45 para R$ 1.037,42, representando um acréscimo de R$ 12,97.
O principal destaque entre as altas foi o tomate, que ficou 77,11% mais caro em um mês. Também tiveram aumentos expressivos a cebola, com alta de 46,79%; o alho, que subiu 24,40%; a carne de primeira (contrafilé), com avanço de 20,33%; e a alface, que registrou aumento de 14,60%. Outros itens que também apresentaram elevação foram o extrato de tomate (+12,47%), a margarina (+11,57%) e o feijão (+8,22%), entre outros.
Por outro lado, alguns produtos tiveram redução nos preços. A maior queda foi observada na beterraba, que ficou 42,28% mais barata em relação ao mês anterior. Na sequência aparecem a banana, com redução de 16,74%; o açúcar refinado, com queda de 15,36%; o mamão-formosa, que recuou 12,52%; e a bisteca de porco, com diminuição de 11,66%. Também registraram retração os ovos (-9,10%), o leite longa vida integral (-6,81%), o café em pó (-4,98%) e o frango inteiro (-4,86%), além de outros.
A edição impressa desta terça-feira (23) traz a pesquisa completa do Procon, incluindo os valores da cesta básica e as variações nos produtos de higiene e limpeza.




