Quantas histórias cabem em 30 anos? E quantas mudanças podem acontecer nesse período? De 1995 até hoje, as páginas do jornal A Gazeta acompanharam muitos acontecimentos da cidade, histórias das pessoas e a evolução de São Bento. Mas, como era a cidade em 1995, ano em que o jornal começou a circular na cidade?
Faltando cinco anos para acabar o século XX, a população de São Bento do Sul era de 51.354 habitantes na área urbana e 3.253 na área rural, com 848 produtores de milho, fumo, arroz, feijão, batata, batata salsa, banana, mandioca e hortaliças. São Bento continuava como cidade industrial baseada na madeira, sendo o móvel o principal produto de exportação. O prefeito era Frank Bollmann e o município estava crescendo. Havia obras para todos os lados. Algumas ainda são muito utilizadas para o vai e vem do Centro.
Hoje, várias pessoas passam pelo calçadão central, visitam as lojas por ali e até param para comer um pastel. Mas há 30 anos, não era bem assim. Naquele ano estavam iniciando as obras do calçadão. E foi uma novidade para São Bento. Ali já aconteceram diversos eventos, principalmente campanhas de saúde.
E falando em saúde, um destaque daquele ano foi o número de crianças vacinadas na região: 12 mil. Ainda, segundo o levantamento do professor e historiador, Antonio Dias Mafra, em 1995, após superar uma crise vivida nos primeiros anos de governo municipal, a Prefeitura investiu na saúde da população. “Criou ambulatórios, laboratórios de análises clínicas, programas de saúde da família e melhoramento do hospital”, cita.
Educação e tecnologia
A parte de educação também evoluiu bastante. Há 30 anos, uma nova creche foi inaugurada no bairro Progresso, contabilizando 21 creches públicas e particulares. Eram 26 Centros de Educação Pré-Escolar e 87 unidades de ensino fundamental e médio, sendo nove estaduais, 70 municipais e oito particulares. No ensino superior, não havia muitas opções na cidade. A Univille ofertava cursos de pedagogia, administração, ciências contábeis e economia.
Pelas ruas da cidade, era possível ver elementos que hoje já não vemos mais. Muitos talvez não saibam, mas São Bento já teve cabine telefônica fechada, e a primeira foi instalada em 1995. E quem lembra das novelas daquela época? Segundo o historiador, a cidade recebia sinais de várias emissoras de TV. “Era da RBS (Globo), TV Barriga Verde (Bandeirantes), SCC-SBT, e TV Cultura (Fundação Padre Anchieta), todos com sinais transmitidos por repetidoras”, complementou.
Morre uma figura importante
A tristeza tomou conta das ruas da cidade, com a morte do padre Fidélis Tomelin. Ele foi muito influente em São Bento, aliás, passou 45 anos aqui, até a morte em 6 de abril de 1995. Um dos feitos mais marcantes, certamente, é a construção da Paróquia Puríssimo Coração de Maria, bem no coração da cidade e um dos cartões postais. Ele também auxiliou na construção da Escola São Bento, do prédio onde hoje funciona o Colégio Bom Jesus e várias capelas.
O velório reuniu milhares de pessoas, não só do município como de toda a região, que prestaram uma última homenagem na igreja que ele ajudou a construir. Já a missa de corpo presente foi realizada no dia seguinte, com um grande cortejo para o Cemitério Municipal.
Investimentos e assinaturas
Atualmente ele tem outro nome, mas quem visita o mirante da cidade, provavelmente passa perto do antigo Novotel. Aquele espaço foi inaugurado também em 1995. O mesmo ano que definiu a constituição da Promossul, para que no ano seguinte as obras começassem.
E quem lembra quando o Pelé veio para São Bento em 1996? Um ano antes, ficou decidido que o Jasc seria sediado na cidade. Outro feito importante foi a inauguração do condomínio empresarial, em novembro de 1995.
Novidade em circulação
A cidade foi mudando. As cabines telefônicas fechadas não existem mais, o calçadão já está bem diferente, o número de escolas mudou e novos empreendimentos começaram a chegar. Pessoas foram e chegaram na cidade. Mas o fato é que, em 1995, um novo negócio chegou para ficar em São Bento do Sul.
Na terça-feira (25) foi a data que marcou os 30 anos do Jornal A Gazeta, que se instalou na cidade com um propósito bem definido: contar a história das nossas cidades e das nossas pessoas. E desde então vem cumprindo o objetivo. Foram muitas histórias, registos da cidade e reclamações dos munícipes, que de alguma forma o jornal conseguiu ajudar.
Com o passar dos anos, as páginas foram evoluindo, A Gazeta já não é só impressa. Está nas redes sociais, site, YouTube, mas principalmente na casa de cada são-bentense que acompanhou essa trajetória. Ao longo desses 30 anos, o Jornal A Gazeta não apenas acompanhou a história de São Bento como também fez parte dela. Que venham mais 30 anos, mais histórias e mais evolução.
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