Rodovia estadual registra 12 mortes em 5 anos em São Bento, e moradores fazem abaixo-assinado

Números mostram a importância de melhorias no trecho

• Atualizado 9 dias atrás.

Cruzamento na entrada do Loteamento Alpestre é um dos pontos críticos da rodovia (Foto: Elvis Lozeiko / A Gazeta)

A morte de um motociclista em meados de março na Rodovia Acesso Oeste, mais precisamente nas proximidades do cruzamento para o Loteamento Alpestre, reacendeu a discussão da precariedade do trecho e da necessidade de melhorias visando à segurança de quem utiliza a via. Dados repassados pela Polícia Militar Rodoviária de Campo Alegre mostram os perigos do trecho, que vai do trevo de Curitiba até o trevo do Lençol.

Do primeiro dia de 2021 até 27 de março deste ano, ou seja, em pouco mais de cinco anos, foram registrados oficialmente 495 acidentes no trecho, sendo 265 destes com vítima e 230 sem vítima. Estes acidentes resultaram em 352 pessoas feridas e 11 mortes, uma média de mais de duas mortes por ano.

Das 11 mortes, foram duas por atropelamento, três por abalroamento, cinco em colisão e uma em saída de pista. Porém, dois dias após esse levantamento repassado pelas autoridades, ocorreu mais uma morte na via, de uma motociclista que saiu de pista e faleceu nas proximidades do Mig Supermercado, aumentando o número oficial para 12. Uma conta que, infelizmente, parece sempre propensa a aumentar a cada dia que passa.

Abaixo-assinado
Preocupado com o alto número de acidentes na Rodovia Acesso Oeste, o motoboy Clayton Anderson Furtado, conhecido como Negão, mobilizou a comunidade para solicitar a implantação de lombadas em dois pontos críticos: na entrada do Loteamento Alpestre, em frente ao local onde funcionava a antiga Tirol; e próximo à entrada da Univille. A medida é considerada urgente para evitar novos acidentes. A iniciativa surgiu, principalmente, após a trágica morte do motoboy Evandro da Rocha, ocorrida no último dia 21, na entrada do Loteamento Alpestre.

Clayton organizou um abaixo-assinado, que, em apenas um dia, reuniu quase 300 assinaturas com o apoio de colegas motoboys e moradores do bairro Alpestre. “Todos ficaram contentes com esta ação. Já conseguimos encaminhar o abaixo-assinado ao engenheiro responsável, que vai levar o pedido para o Jean Carlos, de Joinville”, informou.

Segundo Clayton, a urgência do pedido se justifica pela situação da via. “Está muito perigoso o trajeto, porque o pessoal não tem respeito com o outro. Não queremos que aconteçam mais mortes neste trajeto”, informa. Ele citou exemplos de outros locais onde lombadas já ajudaram a reduzir acidentes, como a entrada em Bateias, em Campo Alegre.

Diante da situação, a Prefeitura também busca alternativas para melhorar a segurança no trecho. Segundo o assessor de Governo, Luiz Novaski, há uma reunião agendada com a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) para discutir possíveis intervenções, especialmente no cruzamento do Loteamento Alpestre, onde a intenção é avaliar soluções que reduzam o número de acidentes.

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