Rio-negrinhense é condenado após atacar professor por atividade LGBTQIA+: “Nojeira”

Caso repercutiu após professor abordar o tema em escola

• Atualizado 8 meses atrás.

Trabalho, que partiu dos próprios alunos, abordava a temática dentro da escola (Foto: Divulgação)
Trabalho, que partiu dos próprios alunos, abordava a temática dentro da escola (Foto: Divulgação)
Trabalho, que partiu dos próprios alunos, abordava a temática dentro da escola (Foto: Divulgação)

Um rio-negrinhense foi condenado pela Justiça a pagar indenização a um professor de Artes da rede pública de ensino após críticas relacionadas a uma atividade com temática LGBTQIA+ na escola Prefeito Henrique Liebl, em julho de 2021. A decisão, publicada nos últimos dias, também impôs uma retratação pública por parte de Jadir Brito.

O caso ganhou repercussão na época após o professor desenvolver atividades com alunos do 9º ano da escola, abordando a liberdade de escolha do ser humano e a expressão corporal dentro do contexto artístico. Inclusive, à época, o professor e a direção afirmaram que a proposta partiu dos próprios alunos.

No trabalho desenvolvido, escadarias da escola foram decoradas com palavras referentes ao tema, como “gay”, “lésbica” e “transexual”. No mesmo dia, imagens do trabalho viralizaram nas redes sociais e dividiram opiniões.

A repercussão foi tamanha que um grupo de alunos realizou manifestação com cartazes no centro da cidade, apoiando o professor e o respeito à diversidade. Ao mesmo tempo, o Conselho de Pastores do município repudiou a atividade, utilizando a tribuna da Câmara de Vereadores para falar sobre sua posição.

No caso do internauta condenado, conforme o processo, ele teria relacionado a causa LGBTQIA+ a grupos terroristas, chamando a situação de “nojeira”, afirmando que o professor em questão deveria ser expulso e que medidas precisariam ser tomadas.

O juízo rio-negrinhense entendeu que ele prejudicou a imagem do professor e o condenou a pagar indenização, cujo valor não foi divulgado, bem como a se retratar em público sobre o caso.

O vídeo de retratação determinado pela Justiça foi publicado no domingo (18) nas redes sociais do condenado. Assista neste link.

Leia outras matérias sobre o assunto:
– Pais e pastores questionam trabalho LGBTQIA+ em escola de Rio Negrinho
– Vereadores discutem trabalho LGBT em escola e rejeitam pedido de informação

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