Um rio-negrinhense foi condenado pela Justiça a pagar indenização a um professor de Artes da rede pública de ensino após críticas relacionadas a uma atividade com temática LGBTQIA+ na escola Prefeito Henrique Liebl, em julho de 2021. A decisão, publicada nos últimos dias, também impôs uma retratação pública por parte de Jadir Brito.
O caso ganhou repercussão na época após o professor desenvolver atividades com alunos do 9º ano da escola, abordando a liberdade de escolha do ser humano e a expressão corporal dentro do contexto artístico. Inclusive, à época, o professor e a direção afirmaram que a proposta partiu dos próprios alunos.
No trabalho desenvolvido, escadarias da escola foram decoradas com palavras referentes ao tema, como “gay”, “lésbica” e “transexual”. No mesmo dia, imagens do trabalho viralizaram nas redes sociais e dividiram opiniões.
A repercussão foi tamanha que um grupo de alunos realizou manifestação com cartazes no centro da cidade, apoiando o professor e o respeito à diversidade. Ao mesmo tempo, o Conselho de Pastores do município repudiou a atividade, utilizando a tribuna da Câmara de Vereadores para falar sobre sua posição.
No caso do internauta condenado, conforme o processo, ele teria relacionado a causa LGBTQIA+ a grupos terroristas, chamando a situação de “nojeira”, afirmando que o professor em questão deveria ser expulso e que medidas precisariam ser tomadas.
O juízo rio-negrinhense entendeu que ele prejudicou a imagem do professor e o condenou a pagar indenização, cujo valor não foi divulgado, bem como a se retratar em público sobre o caso.
O vídeo de retratação determinado pela Justiça foi publicado no domingo (18) nas redes sociais do condenado. Assista neste link.
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