Reajuste salarial de secretários para R$ 15 mil gera polêmica em São Bento

Prefeito pediu que os parlamentares apresentem um projeto para elevar o salário dos secretários
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• Atualizado 10 meses atrás.

Encontro foi realizada na Prefeitura para tratar sobre o assunto (Foto: Divulgação)
Encontro foi realizada na Prefeitura para tratar sobre o assunto (Foto: Divulgação)
Encontro foi realizada na Prefeitura para tratar sobre o assunto (Foto: Divulgação)

Uma reunião realizada na Prefeitura de São Bento do Sul tratou sobre o aumento salarial dos secretários municipais. O encontro contou com a presença de oito dos dez vereadores, apenas o líder de governo, Joelmir Bogo (UB), e Diego Niespodzinski (MDB), que havia informado outro compromisso, não participaram.

O prefeito Antonio Tomazini (PL) conduziu a discussão e pediu que os parlamentares apresentem um projeto para elevar o salário dos secretários para R$ 15 mil mensais. Como se trata de agentes políticos, o Executivo não pode propor o reajuste; a iniciativa precisa partir da Câmara. Por isso, um ou mais vereadores terão de assinar o requerimento que deve ser protocolado apenas no começo do próximo ano. O tema, considerado sensível, já mobiliza bastidores e deve gerar forte repercussão.

Atualmente, o salário bruto de um secretário é de R$ 12.796,33, mas com os descontos de R$ 3.248,05 o valor líquido fica em torno de R$ 9,5 mil. A justificativa apresentada na reunião é aproximar a remuneração do que se paga na iniciativa privada para funções semelhantes. Além disso, foram citadas situações em que secretários recebem menos que servidores de carreira, o que desestimula servidores efetivos a assumir cargos de comando.

Apesar do debate sobre valores, uma das questões levantadas por vereadores e agentes políticos é que a lei não permite distinção salarial entre secretarias. Pastas como Saúde, Educação, Planejamento e Samae concentram alto volume de demandas, riscos jurídicos e cobranças constantes de órgãos como Ministério Público e Judiciário.

Outras áreas, como Fundação Cultural ou FMD, possuem responsabilidades consideradas menores em comparação. O argumento apresentado é de que o impacto e a complexidade das funções variam significativamente, mas a legislação exige remuneração igual para todas as secretarias, o que gera insatisfação dentro da própria administração.

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