Quase R$ 5 bilhões no bolso dos partidos

Regras de distribuição incluem cadeiras na Câmara, assentos no Senado e divisão igualitária

• Atualizado 25 dias atrás.

TSE definiu a divisão dos recursos entre os partidos para as eleições (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
TSE definiu a divisão dos recursos entre os partidos para as eleições (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
TSE definiu a divisão dos recursos entre os partidos para as eleições (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O TSE definiu a distribuição dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o “fundão”, entre os 30 partidos registrados para eleições. A bolada tem amparo na Lei 9.504/97. A maior fatia, 48%, é dividida conforme o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Do total, 2% são repartidos igualmente entre as legendas. Outros 35% vão para os que elegeram ao menos um deputado federal. Os 15% restantes seguem a proporção de assentos no Senado. O governo chegou a enviar proposta de R$ 1 bilhão, mas a fome parlamentar foi maior e o valor subiu no orçamento. Lula não vetou.

A divisão ficou: PL (R$ 886,7 milhões), PT (R$ 619,7 mi), União Brasil (R$ 536,4 mi), PSD (R$ 420,8 mi), PP (R$ 417,1 mi), MDB (R$ 404,4 mi), Republicanos (R$ 343,7 mi), Podemos (R$ 236,5 mi), PDT (R$ 173,8 mi), PSDB (R$ 147,8 mi), PSB (R$ 147,5 mi), PSOL (R$ 126,7 mi), Solidariedade (R$ 88,4 mi) Avante (R$ 72,4 mi), PRD (R$ 71,7 mi), Cidadania (R$ 60,1 mi), PC do B (R$ 55,8 mi), PV (R$ 45,1 mi), Novo (R$ 37 mi), Sustentabilidade (R$ 35,7) e Agir, DC, PCB, PCO, PSTU, UP (R$ 3,3 mi cada).

Prefeitos
Com a prisão preventiva de Tiago Baltt, prefeito de Piçarras, SC chega à vergonhosa marca de 30 prefeitos presos nos últimos cinco anos. Um título que nos impede de criticar qualquer outro estado. Pelo vexaminoso ranking dos partidos, o MDB lidera com nove gestores detidos, seguido por PP e PL, seis; PSD, quatro; União Brasil, PRD, Republicanos, PT e PSDB, um cada.

Senado
Cortejado por outros partidos, como PL e PSD, o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) é cotado para ser o candidato ao Senado pela aliança PSD-MDB-PP-UB, que apoia João Rodrigues ao governo do estado. Quem mais defende a composição é o presidente estadual do MDB, o deputado federal Carlos Chiodini.

6×1
A Alesc realiza nesta quinta-feira, às 19h, a audiência pública pelo fim da escala 6×1, requerida pelo deputado Marcos José de Abreu, o Marquito (PSOL), em conjunto com a Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 Vida Digna ao Trabalhador, na Câmara dos Deputados, a partir de solicitação do deputado federal Pedro Uczai (PT).

Concessões
Durante a agenda que cumpriu no estado, o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, defendeu que a melhor solução para acabar com os gargalos de infraestrutura são as concessões. Ou seja, pedágios nas rodovias. Tudo que o governador Jorginho Mello não quer. Parece faltar sintonia entre o que a parceria PL-Novo defende para SC e o que deseja para o país.

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