Quase metade das residências tem irregularidades na rede de esgoto e podem ser multadas

Águas das chuvas na tubulação de esgoto tem causado problemas

• Atualizado 5 meses atrás.

Constantemente são encontrados resíduos nas tubulações da cidade (Foto: Divulgação)
Constantemente são encontrados resíduos nas tubulações da cidade (Foto: Divulgação)
Constantemente são encontrados resíduos nas tubulações da cidade (Foto: Divulgação)

Com a chegada do verão e o aumento das chuvas intensas, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de São Bento do Sul voltou a alertar a população sobre um problema recorrente: as ligações irregulares de calhas de chuva na rede de esgoto sanitário. Segundo a autarquia, a situação afeta diretamente o funcionamento do sistema e pode resultar em multas aos moradores que não fizerem a adequação dentro do prazo estabelecido.

De acordo com o diretor do Samae, Osvalcir Peters, o município vem utilizando tecnologia para mapear toda a rede coletora de esgoto, por meio da inserção de câmeras, a fim de identificar conexões irregulares e imóveis que ainda não se ligaram corretamente à rede disponível. A ação integra o programa Se Liga na Rede, criado a partir de um termo de ajuste de conduta solicitado pelo Ministério Público. Até o momento, mais de 11,8 mil residências já foram vistoriadas, e cerca de 47% apresentaram algum tipo de irregularidade. Os proprietários notificados recebem um prazo de 180 dias para regularizar a situação.

Após o vencimento do prazo, as equipes do Samae retornam aos imóveis para verificar se as adequações foram realizadas, utilizando testes com corantes e fumaça para identificar ligações indevidas. Caso a irregularidade persista, o morador está sujeito a multa, conforme decreto municipal de 2004, que proíbe a ligação da rede pluvial ao sistema de esgoto. Os valores variam de R$ 700 a R$ 2 mil, podendo ser reaplicados em caso de reincidência.

O diretor de operações do sistema de esgoto, Paulo Schwirkowski, explica que a rede não foi projetada para receber o volume de água das chuvas, o que provoca extravasamentos em vias públicas, mau cheiro e transtornos à população. Segundo ele, quando ocorre vazamento, na maioria das vezes o problema está associado às ligações irregulares e não a falhas estruturais da rede. Peters reforça que a intenção do Samae não é penalizar, mas conscientizar a comunidade, já que se trata também de uma questão de saúde pública.

A autarquia orienta ainda sobre a importância do uso correto da caixa de gordura e informa que está reforçando a frota com a contratação de um caminhão para limpeza diária da rede. O Samae destaca que continuará investindo em tecnologia e estrutura, mas ressalta que a colaboração da população é essencial para evitar problemas, especialmente durante o período de chuvas mais frequentes.

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