O Hospital e Maternidade Sagrada Família retomou, em fevereiro, o funcionamento do pronto atendimento (PA) voltado a pacientes de convênios e particulares, com atendimento 24 horas por dia. De acordo com o gerente administrativo Fernando Nardino, o serviço opera em parceria com a Unimed, com equipe própria e independente da estrutura destinada ao SUS.
Apesar disso, por legislação federal, todos os pacientes acessam o hospital pela mesma porta de entrada, sem separação inicial. Após a triagem, cada um é direcionado ao fluxo correspondente. Segundo ele, as equipes são distintas, com médicos e profissionais de enfermagem exclusivos para cada modalidade, sem mistura entre os atendimentos.
Além da retomada do PA, o hospital também vem promovendo mudanças internas para melhorar o atendimento. Entre as ações estão a adoção de novos protocolos assistenciais, reorganização da emergência e divisão da estrutura em quatro recepções, conforme o tipo de atendimento.
A unidade realiza, em média, cerca de 8 mil atendimentos por mês. Na área estrutural, uma ala foi reativada para pacientes cirúrgicos, além da ampliação dos pontos de hemodiálise e da implantação de um serviço especializado no tratamento de feridas.
Outro destaque é a parceria com o município para realização de exames pelo SUS. Atualmente, o hospital realiza cerca de 500 mamografias por mês, além de aproximadamente 250 exames de tomografia e raio X ligados à demanda pública. No último ano, foram quase 5 mil exames realizados para a Prefeitura.
Apesar dos avanços, o hospital ainda enfrenta desafios. Um dos principais é a ausência de um aparelho de ressonância magnética próprio. Hoje, cerca de 150 exames são realizados mensalmente por meio de terceirização, o que eleva os custos da instituição.
Na área de urgência e emergência, o hospital segue atendendo todos os pacientes que procuram o serviço. Atualmente, o pronto-socorro registra cerca de 2,5 mil atendimentos mensais, com possibilidade de ultrapassar 3 mil, conforme a demanda.
Segundo Nardino, embora a orientação seja que casos menos graves sejam direcionados à UPA, o hospital continua com a porta aberta. “Se o paciente chegar aqui, ele será atendido. Mas o ideal é que casos menos complexos sejam absorvidos pela UPA”, explicou.
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