A Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina lançou o programa Catarina por Elas, uma iniciativa voltada à promoção de uma cultura de respeito, convivência saudável e prevenção da violência contra as mulheres desde a escola. O projeto foi apresentado na última segunda-feira (30) para gestores das escolas estaduais da Coordenadoria Regional de Educação, que engloba São Bento do Sul, Campo Alegre, Rio Negrinho e representantes de entidades parceiras.
A abertura foi realizada pelo supervisor regional, Arnaldo Meideiros, e pela integradora de ensino, Alessandra Cristofolini. A contextualização e a explicação do projeto ficaram por conta de Leda Carina Munhoz Odia e Fernanda Cristina Neidert, participantes do Núcleo de Prevenção à Violência nas Escolas (Nepre).
A execução do projeto ocorrerá de forma articulada entre a Secretaria de Estado da Educação, 37 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e todas as escolas estaduais. As coordenadorias terão papel de atuar como elo entre o governo e as escolas, sendo responsáveis por mobilizar a adesão ao programa, acompanhar sua implementação e promover o diálogo com a comunidade local.
Segundo Alessandra, todas as escolas da região participarão da iniciativa. “Aqui na nossa coordenadoria são 16 escolas estaduais, distribuídas entre São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre, e todas já estão inseridas no programa”, explica.
Eixos do programa
O programa está estruturado em três eixos pedagógicos principais. O primeiro é o de reflexão e conscientização, que prevê rodas de conversa, dinâmicas e círculos de diálogo, abordando temas como respeito nas relações, comunicação, resolução de conflitos e violência psicológica.
O segundo eixo é a integração curricular, que propõe a inserção desses temas em diversas disciplinas, como português, história, sociologia, matemática, ciências, artes e educação física, por meio de produções textuais, debates, análises de dados e atividades culturais. Já o terceiro eixo envolve a mobilização da comunidade escolar, com campanhas educativas, participação estudantil, envolvimento das famílias e parcerias com a rede de proteção.
As primeiras ações já começam a ser implementadas nas escolas. De acordo com Alessandra, atividades iniciais estão sendo organizadas em conjunto com o Dia da Família na Escola, promovendo a participação ativa da comunidade. “Esse é o primeiro passo”, ressalta.
Ela destaca que, embora existam os eixos comuns, cada escola terá autonomia para adaptar as ações à sua realidade. Outro ponto importante do programa é a atuação do Nepre, que dará suporte às instituições no enfrentamento de situações de violência. O núcleo conta com equipe multidisciplinar, incluindo assistente social e psicólogos.
O monitoramento das ações será realizado por meio de questionários diagnósticos, acompanhamento das atividades e avaliação da participação dos estudantes, além da análise das produções pedagógicas desenvolvidas ao longo do projeto.






