O caso que resultou na morte de um bebê de 9 meses, na semana passada, após atendimentos na UPA de São Bento do Sul ainda segue em análise, mas os profissionais que estavam afastados já retornaram ao trabalho. Conforme a direção da UPA, o profissional de enfermagem foi colocado em outro setor até a conclusão do processo. Já a médica retomou os atendimentos.
A UPA é gerenciada pelo Instituto Maria Schmidt (IMAS), no entanto, os profissionais médicos não são funcionários do instituto, mas pertencem a uma empresa terceirizada para tal atribuição, e é esta empresa quem está fazendo toda a apuração, a qual deve ficar pronta ainda nesta semana. O resultado será apresentado inicialmente à família da criança.
De acordo com o diretor da UPA, Rafael Schroeder, como existem vários fatores envolvidos no caso, muitos deles ocorridos após atendimento na unidade, tudo está sendo reunido e analisado para serem levados em consideração para a apuração do óbito. “São muitas pessoas envolvidas, da UPA, do Hospital Sagrada Família, que também está fazendo o trabalho de apuração dos fatos, e do hospital infantil (em Joinville) que recebeu a criança”, explica.
Cautela
Rafael diz que é preciso ter cautela sobre julgamentos preliminares. “Então, caso seja identificada alguma falha, com certeza faremos o que preconiza a lei”, garante. Ele ainda explica que este tipo de análise demora mais do que quatro ou cinco dias para ser concluída. “É complexo e não podemos nos precipitar e condenar alguém. São profissionais que estão ali dia a dia dando o seu melhor e fatalidades acontecem todos os dias. Precisamos ter certeza e passar tudo isso para a família”, disse.






