O clima ficou tenso durante a sessão desta terça-feira (12) na Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, por conta da votação do projeto de lei que altera a redação de “45 dias de férias” para “30 dias de férias + 15 dias de recesso” para os professores da rede municipal. Com o plenário lotado, o projeto encaminhado pela Prefeitura foi aprovado por seis votos a quatro.
Votaram favoráveis os vereadores da base: Luiz Neri Pereira (Magrão), Vilson da Silva, Marcelo Quost, ambos do PL, Terezinha Dybas e Cátia Friedrich, do PSD, e Joelmir Bogo, do União Brasil. Foram contrários Diego Niespodzinski (MDB), Rodrigo Vargas e Zuleica Voltolini, do PP, além do presidente Gilmar Pollum (PL).
Após o resultado da votação, houve manifestações por parte de professores que acompanhavam a sessão. Um dos principais alvos dos manifestantes foi Magrão, que recebeu críticas e xingamentos durante o ato. Em meio à situação, o presidente da Câmara suspendeu os trabalhos por aproximadamente 20 minutos até que o plenário fosse esvaziado. O segurança da Câmara permaneceu próximo aos vereadores durante o momento de maior tensão, enquanto assessores tentavam conter os manifestantes.
Os professores também permaneceram em frente ao prédio da Câmara após a suspensão da sessão, onde realizaram protestos e gritaram “greve”. O presidente do sindicato dos servidores, Edemilson de Assis, o Mafra, informou que será encaminhado um ofício convocando assembleia da categoria para discutir a possibilidade de os professores entrarem em “estado de greve”. A Polícia Militar esteve no local acompanhando a mobilização.
Durante a sessão, o vereador Joelmir Bogo também foi pressionado por parte dos professores, que aguardavam um posicionamento contrário ao projeto. No entanto, o parlamentar votou favorável à proposta, acompanhando a orientação do governo.
A mobilização reuniu um número expressivo de professores no plenário da Câmara. Apesar de a legislação existir há 21 anos, o pagamento de 1/3 de férias nunca foi realizado sobre os 45 dias, mas apenas sobre 30 dias. A nova redação busca adequar o texto da lei para especificar “30 dias de férias + 15 dias de recesso”. Como não eram feitos os pagamentos de 1/3 sobre os 15 dias, muitos professores têm ingressado na Justiça cobrando a diferença, e as sentenças já somam R$ 7 milhões.
Embate
Os debates também envolveram discussões entre vereadores. Após Zuleica Voltolini (PP) se manifestar contrária ao projeto, Luiz Neri Pereira (PL), o Magrão, criticou o posicionamento da vereadora, dizendo ser demagogia por ela fazer parte de um partido que já esteve na Prefeitura e não fez o pagamento. Zuleica retrucou, dizendo não ser demagogia alguma, e sim sua própria vivência, pois está há mais de 40 anos atuando na área educacional.
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