Professor chama prefeito Caio Treml de ditador por mudanças no calendário escolar; veja a resposta do Conselho de Educação

Conselho fala que alterações seguem o que diz a legislação

• Atualizado 1 meses atrás.

Novo calendário foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação (Foto: Edson Frankowiak / A Gazeta)

O anúncio recente de mudanças no calendário escolar da rede municipal de ensino de Rio Negrinho gerou insatisfação entre parte dos profissionais da educação. Um professor, em entrevista à Gazeta, expressou descontentamento com as alterações e com a forma como a administração municipal tem conduzido as políticas de valorização do magistério.

De acordo com o educador, a principal reclamação está relacionada ao período de férias e recesso. “Ano passado era decretado recesso até o dia 31, e as férias começavam no dia 1º de janeiro. Agora, ele (prefeito Caio Treml) vai dar férias a partir de 22 de dezembro, e todos devem retornar em 21 de janeiro”, afirmou. O professor lembra que a medida reduz o período de descanso dos docentes e compara a situação com a de municípios vizinhos. “As famílias não têm ideia da sacanagem que o prefeito está fazendo com os professores. Cidades vizinhas, como São Bento do Sul, mantêm o recesso”, declarou.

Além do calendário, o professor também criticou a falta de avanços salariais e o não pagamento do piso nacional do magistério. “Desde que o prefeito entrou, não recebemos mais a promoção de 1%. Ele tirou dos professores. É a única cidade da região que não paga o piso do magistério”, disse. Segundo ele, a categoria acumula frustrações há anos. “Há cinco anos não pagam a porcentagem de 1% a mais do plano de carreira e agora mais isso. Estão tirando todos os direitos e benefícios dos professores.”

O educador ainda afirma que a falta de valorização impacta diretamente o trabalho docente. “Cada vez mais vão acontecer episódios de agressão e insatisfação dos professores diante do cenário caótico da educação em Rio Negrinho”, afirmou, acrescentando que não há diálogo entre a gestão e o sindicato. “É ridícula essa situação, e ele não aceita nem conversar com o sindicato para entrar em um acordo. É um ditador”, declarou.

Seguindo a legislação
As alterações no calendário foram discutidas pelo Conselho Municipal de Educação de Rio Negrinho, que se reuniu na quinta-feira (7) e aprovou as novas datas para o próximo ano por estarem de acordo com a legislação vigente.

Segundo o presidente do conselho, Tcharles Purim, a decisão assegura aos professores 45 dias de férias — sendo 30 dias no fim do ano e 15 no meio do ano. Ele explicou que o tema foi amplamente debatido, especialmente quanto à data de retorno das aulas, marcada para 21 de janeiro.

A Secretaria Municipal de Educação informou ao conselho que os dias anteriores ao início do período letivo serão destinados à formação continuada dos profissionais. Purim destacou que, em gestões anteriores, havia alguns dias adicionais de recesso, mas que isso era uma decisão administrativa, não uma obrigação legal. “O conselho questionou todos os pontos, mas como o calendário está de acordo com a legislação, foi aprovado”, afirmou.

Durante a reunião, as escolas apresentaram modelos de calendário elaborados previamente, podendo escolher entre duas versões antes do envio para aprovação. O encontro contou com a presença da secretária municipal de Educação, Sandra Mara Hacke Brambilla, e da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Raquel Franz.

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