A diretora adjunta de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, Patrícia Schneider de Amorim, esteve em A Gazeta onde apresentou o histórico do Comitê Integra e destacou que ele nasceu “de uma dor”, mas hoje é política de Estado em Santa Catarina, criada por lei após os ataques em Saudades e Blumenau. O comitê reúne mais de 20 instituições, entre Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público, Fecam, forças de segurança, órgãos de governo e entidades parceiras.
Patrícia explicou que o grupo se reúne mensalmente para trocar informações e acompanhar as políticas de segurança em diversas áreas. “Ficou claro que cuidar da segurança das escolas e promover uma cultura de paz é responsabilidade de todos. O Comitê Integra nasceu num momento muito difícil, mas hoje virou uma política de Estado”, afirmou.
Ela relatou ainda o percurso dos cinco seminários macrorregionais: Campos Novos (Meio-Oeste e Oeste), Araranguá (Extremo Sul), Rio do Sul (Alto Vale), São Miguel do Oeste (Extremo Oeste) e, agora, São Bento do Sul, na região Norte e Litoral Norte. Em todos, a participação tem sido “massiva”, com auditórios cheios e forte engajamento de profissionais da educação, segurança pública, assistência social e sistema de Justiça.
Segundo Patrícia, a ideia é que cada participante se torne multiplicador. “Eles não estão ali só para se capacitar, mas para trocar informações, sugerir, levar o conteúdo para as escolas, secretarias e comunidades. Quando cada área, como a segurança, educação, assistência, atua em conjunto, o resultado é muito melhor do que ações isoladas”, avaliou. Ela reforçou que o trabalho não termina com este ciclo de encontros: “É um movimento vivo, contínuo, construído a muitas mãos.”
“Paz nas Escolas”
Além dos protocolos e da formação de comitês, o “Comitê Integra” aposta no protagonismo de estudantes e educadores para consolidar a cultura de paz. Em São Bento do Sul, Patrícia Schneider apresentou o edital “Prêmio Paz nas Escolas”, lançado pela Assembleia Legislativa em parceria com as instituições que compõem o comitê.
O prêmio convida estudantes do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e do ensino médio de todo o Estado a produzirem vídeos de 2 a 5 minutos sobre convivência, respeito, prevenção à violência e formas de tornar a escola um ambiente mais acolhedor e seguro. As produções podem ser feitas com celular ou equipamentos simples, sem exigência de grandes recursos de edição. “Não é só um prêmio, é um convite para que a comunidade escolar reflita em sala de aula sobre respeito, convivência e o papel de cada um na construção da paz”, destacou.
Serão selecionados 42 vídeos, dois em cada uma das 21 microrregiões da Fecam, um na categoria ensino fundamental (anos finais) e outro na categoria ensino médio. Os melhores trabalhos receberão premiação em dinheiro para alunos e professores, e ainda a veiculação na TV e Rádio Alesc e nas redes sociais da Assembleia Legislativa, além de serem apresentados em sessão especial em Florianópolis, com entrega de certificados.
Patrícia lembrou que adolescentes do fundamental e do médio são justamente o público que mais sente os efeitos de conflitos, bullying e outras formas de violência no ambiente escolar. Por isso, ouvi-los é fundamental. “A cultura de paz se constrói no dia a dia, na escuta, no respeito e na participação. O que queremos é dar voz a quem vive a escola todos os dias”, sintetizou, convidando escolas da região de São Bento do Sul a aderirem ao edital, com inscrições gratuitas abertas até 29 de maio no site da assembleia.






