O ex-prefeito de Joinville e atual pré-candidato a vice-governador, Adriano Silva (Novo), cumpriu agenda em São Bento do Sul na tarde desta quarta-feira (15), onde falou a empresários e lideranças políticas locais sobre liderança, empreendedorismo e perspectivas de futuro quanto aos cenários estadual e federal. A palestra foi organizada pelo Grupo FiscALL. O vereador mais bem votado de Jaraguá do Sul, Rodrigo Livramento (Novo), também participou. Ele é pré-candidato a deputado federal.
Em um discurso pautado pela experiência no setor privado e pela aplicação de conceitos de gestão na máquina pública, Adriano defendeu a união das forças de direita em Santa Catarina e alertou para o que chama de “vácuo na política”. Bisneto do fundador do Laboratório Catarinense, ele detalhou sua ascensão profissional de assistente de marketing à presidência da empresa, antes de ingressar na vida pública. Segundo Adrino, o “divisor de águas” foi a crise econômica de 2015. “Tive que ir para a prancheta e listar pessoas para demissão, não por incompetência delas, mas pela pura incompetência da política brasileira”, desabafou.
A experiência como bombeiro voluntário há 23 anos e a vivência empresarial foram os pilares para sua filiação ao Partido Novo em 2018. O pré-candidato utilizou os indicadores de Joinville como vitrine. Citou a ascensão da cidade ao primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as grandes cidades brasileiras, atribuindo o sucesso à implementação da meritocracia. “O professor que tiver um rendimento maior na aprendizagem deve ter um melhor salário. Fazemos provas trimestrais para todos os 80 mil alunos para termos um plano individual”, explicou.
Adriano também relembrou a entrega de obras históricas, como a ponte que leva o nome de seu avô, prometida há 30 anos e executada em sua gestão através de projetos técnicos rigorosos, rompendo o que chamou de “política da promessa e da não execução”.
Reforma Tributária
Ao abordar a pré-candidatura a vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL), Adriano enfatizou a necessidade de unir o PL e o Novo para “blindar” a direita em 2026. Ele revelou que sua decisão de caminhar com o atual governador passa pela liberdade de imprimir agilidade técnica ao governo estadual.
Sobre a Reforma Tributária, o tom foi de cautela. Questionado por empresários sobre o impacto da mudança, Adriano alertou que os municípios precisarão se reinventar. “O modelo atual remunera a produção. No novo, será o consumo. Cidades como Joinville e São Bento terão que investir em turismo e lazer para reter a receita dentro de casa”, pontuou.





