Pré-candidata a deputada federal Terezinha Dybas comenta relação com a gestão de Tomazini

Vereadora cita falta de representatividade regional e espaço político para a disputa
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• Atualizado 1 meses atrás.

Terezinha falou ontem sobre seus primeiros dias como pré-candidata (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)
Terezinha falou ontem sobre seus primeiros dias como pré-candidata (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)
Terezinha falou ontem sobre seus primeiros dias como pré-candidata (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)

A vereadora Terezinha Dybas (PSD) falou nesta quarta-feira (17) sobre o convite para ser pré-candidata a deputada federal. O convite partiu do presidente estadual do PSD, Eron Giordani, no sábado, em Jaraguá do Sul. E, tão logo convidada, ela aceitou na hora. “Ele fez todas as colocações e eu disse sim”, contou, acrescentando que já havia sido sondada anteriormente para concorrer a deputada estadual, mas recusou por entender que uma candidatura nessa esfera poderia dividir o eleitorado atrapalhando a pré-candidatura de Silvio Dreveck (PP). “Temos que ser bairristas e pensar no quanto é importante a região voltar a ter representatividade”, disse.

Outro fator importante que pesou na decisão de ser pré-candidata a federal, conforme Terezinha, é a existência de um espaço na região, o qual poderá ser preenchido por ela. Atualmente, entre Campo Alegre e Porto União, são poucos os nomes que se colocaram à disposição como pré-candidatos

Ela reconhece que o percurso será duro, mas apresentou um argumento prático para sustentar a aposta: na última eleição, o PSD ficou a aproximadamente 2.500 votos de eleger um terceiro deputado federal em Santa Catarina, e a desistência de uma candidatura feminina foi apontada como fator determinante na conta final, pois como reduziu uma mulher, o partido teve que cortar dois outros homens da lista para se manter dentro do que determina a legislação que seria 30% das vagas destinadas a mulheres. “Se não tem outro candidato com um potencial maior, eu me coloco à disposição na federal”, afirmou, descrevendo o raciocínio que levou ao aceite do convite.

A estratégia de campanha, segundo a própria vereadora, terá São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre como base, com participação em eventos no Planalto Norte e em outras regiões.

Atritos
A pré-candidatura à federal, no entanto, cria uma tensão política de difícil equacionamento. A nível local, o PSD faz parte da aliança com o PL do prefeito Antonio Tomazini, partido do governador e pré-candidato à reeleição, Jorginho Mello. Porém, como pré-candidata a federal, Terezinha irá pedir votos para o adversário direto do governador, o pré-candidato João Rodrigues (PSD).

Questionada sobre o impacto dessa contradição no seu papel de líder de governo, Terezinha foi direta. “Conversei com o Tomazini em duas ocasiões antes disso”, afirmou, explicando que o prefeito foi informado de que sua movimentação estadual não alteraria o trabalho no Executivo municipal. Ela, no entanto, admitiu que podem surgir retaliações de alguns grupos mais radicais do PL, mas não acredita que seja uma ação que parta do próprio prefeito.

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