O diretório municipal do Partido Progressista (PP) de Rio Negrinho decidiu suspender temporariamente o uso da sigla partidária por parte do vereador Anderson Patrick de Castro. A decisão foi comunicada oficialmente durante a sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (11), por meio de um ofício encaminhado pela executiva municipal da legenda. O presidente do partido, Celso Ribeiro, o Bulica, afirmou que a medida foi tomada de forma coletiva após uma série de desgastes internos envolvendo a relação entre o vereador e o partido. Segundo ele, integrantes da executiva, diretório e conselho de ética participaram das discussões que culminaram na suspensão.
De acordo com Bulica, os problemas começaram logo após a eleição de Andi Castro. O dirigente afirmou que o vereador teria se afastado das atividades partidárias, deixando de participar de reuniões e tomando decisões sem diálogo com a executiva. Entre os episódios recentes apontados pelo presidente está a realização de um encontro com o deputado estadual Pepê Collaço sem o convite à direção do partido ou aos demais integrantes da sigla. “A gente não consegue ter diálogo. Nós queremos ouvir e ser ouvidos, mas ele não faz isso”, declarou.
O presidente também afirmou que o partido vinha tentando resolver os conflitos de forma interna e verbal, mas as situações se repetiram ao longo dos últimos meses. Segundo ele, houve uma advertência e conversas anteriores antes da decisão atual. Outro ponto levantado pela direção do PP é o apoio do vereador a possíveis candidaturas de outros partidos nas eleições futuras, o que, segundo Bulica, contraria o estatuto partidário e caracteriza infidelidade partidária.
Através de videochamada, o ex-vice-prefeito Beto Albuquerque, que integra o Conselho de Ética do PP frisou que o partido entende que nenhum filiado está acima da legenda e que Castro deveria manter maior proximidade com o grupo partidário. “O partido abriu portas para ele ser candidato. Ele não se elegeu sozinho. Todos os candidatos ajudaram a construir a legenda que possibilitou sua eleição”, afirmou.
Albuquerque reafirmou que o partido permanece aberto ao diálogo e que a medida pode ser revertida caso haja uma reaproximação entre as partes. Ainda conforme a direção do PP, a decisão também levou em consideração críticas frequentes feitas pelo vereador à atuação do partido e da administração municipal. O presidente afirmou que Andi adota uma postura excessivamente crítica e que, na visão da executiva, deixa de reconhecer avanços e ações positivas no município.
Procurado pela reportagem, Andi Castro contestou as declarações feitas pela direção do PP. O vereador afirmou que as alegações não possuem fundamento e classificou a situação como uma questão pessoal. Ele também informou que deverá realizar uma notificação extrajudicial relacionada ao caso.





