A Polícia Científica de São Bento do Sul, extinto Instituto Geral de Perícias (IGP), estará em novo local a partir do final de janeiro de 2026. A mudança foi motivada pela falta de espaço na atual sede, próxima da Delegacia de Polícia Civil. O local escolhido foi um imóvel às margens da Avenida São Bento, onde funcionava a igreja Bola de Neve, contando com estacionamento, Sala Lilás, acessibilidade, etc.
O investimento para adequação do novo espaço foi de cerca de R$ 13,7 mil, custeados pela própria Polícia Científica do Estado. “Nós temos um setor de obras que nos ajudou muito, mas eles atendem o estado todo. Com apoio deles, conseguimos fazer as três grandes implantações de alteração na sede nova, que eram as divisórias, a rede lógica e a elétrica. Já temos até a placa de inauguração, então a partir de janeiro mudamos para lá, exceto a necrópsia, que continua nos fundos da delegacia”, explica Rogério Aurich, perito responsável pela Polícia Científica no município.
O atual espaço, próximo da delegacia, ficou pequeno e foi preciso ampliar o atendimento para suprir a demanda.
A nova sede terá sala de espera e também uma entrada reservada para acesso da polícia penal, evitando contato dos presos e policiais com os demais usuários. “Vamos ter uma entrada de usuários, uma de servidores, estacionamento com vaga preferencial, Sala Lilás, banheiro acessível. São coisas pequenas, mas que não temos hoje”, disse.
O local escolhido foi a antiga instalação da igreja Bola de Neve, na Avenida São Bento. “A gente não podia ter um imóvel muito longe de pontos de ônibus, por exemplo, ou que dificultasse para pessoas que vêm de outras cidades, como Rio Negrinho e Campo Alegre. Procuramos um espaço onde essas pessoas pudessem chegar com facilidade e serem atendidas. A gente atende muitas pessoas por dia e elas vêm de todos os lugares”, ressalta o perito. Um dos diferenciais no atendimento será a Sala Lilás, um espaço construído para acolher vítimas de violência doméstica e outros delitos.
Atendimentos e projetos
Atualmente, a Polícia Científica oferece uma série de serviços, sendo os relacionados à identidade os de maior demanda. “Atendemos bastantes exames de corpo de delito também, fazemos identificação civil e criminal, identificação de pessoas que estão sendo processadas e que por algum motivo restem dúvidas sobre a identidade delas. Atendemos pessoas vivas ou mortas no IML, todo tipo de morte violenta ou suspeita vai para o IML; na criminalística atendemos perícias, locais de morte violenta, exames em veículos com suspeita de adulteração, exames de balística forense, constatação de drogas, exames em documentos, exames em local de crime ambiental etc.”, explica Rogério.
Em paralelo à mudança de local, o órgão espera também a construção da sede definitiva, próximo da Artefama. “Essa está na fase dos projetos. As empresas já foram licitadas e estão elaborando, são 13 projetos no total. Depois dessa fase vem a parte da construção. Precisamos ver se há verba disponível, fazer a licitação, contratar a empresa e aguardar a construção. Estamos calculando de três a cinco anos para isso”, concluiu Aurich.



