Pesquisadores brasileiros desenvolvem remédio inédito que restaura mobilidade a tetraplégicos

Pesquisa brasileira desenvolve medicamento inédito que pode restaurar movimentos em pessoas com lesão na medula espinhal
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• Atualizado 11 meses atrás.

Bruno Drummond de Freitas é um dos participantes que recebeu o medicamento (Foto: Faperj / Arquivo pessoal / NSC)
Bruno Drummond de Freitas  é um dos participantes que recebeu o medicamento (Foto: Faperj / Arquivo pessoal / NSC)
Bruno Drummond de Freitas é um dos participantes que recebeu o medicamento (Foto: Faperj / Arquivo pessoal / NSC)

Um grupo de cientistas brasileiros descobriu que é possível reverter parte dos movimentos perdidos por uma lesão na medula espinhal com uma proteína presente na placenta. O estudo está em fase experimental e aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a realização de novos testes clínicos que possam viabilizar o medicamento.

O tratamento, chamado polilaminina, foi desenvolvido a partir da proteína laminina e levou 25 anos para ser criado. A pesquisa foi conduzida pela professora doutora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), envolvendo neurocirurgiões, fisioterapeutas e outros especialistas.

Como funciona o medicamento
Segundo os pesquisadores, a laminina ajuda a restabelecer a conexão entre o cérebro e os membros superiores e inferiores em casos de lesão na medula espinhal, criando um novo caminho para os impulsos elétricos que possibilitam o movimento. “A proteína é uma opção mais simples, pois é produzida pelo organismo naturalmente para ajudar no processo de regeneração do sistema nervoso. O que estamos fazendo é apenas imitar a natureza”, explica Tatiana Sampaio.

O bancário Bruno Drummond de Freitas é um dos participantes que recebeu o medicamento. Após um acidente de carro que causou lesão em grande parte da medula, Bruno conseguiu recuperar completamente os movimentos. “No início, os médicos disseram que eu ficaria em cadeira de rodas para o resto da vida. Depois, que talvez conseguisse andar com muletas. Mas eu nunca perdi a esperança. Um dia, ainda no hospital, mexi o dedão do pé e aquilo foi um choque para todo mundo. A cada semana, eu evoluía mais”, relembra Bruno.

Próximos passos
O medicamento só poderá ser comercializado após a conclusão de novos testes e eventual aprovação da Anvisa. Ele está sendo desenvolvido pela farmacêutica Cristália, em São Paulo. “O que começou em laboratório e agora se confirma em humanos mostra que a pesquisa pode transformar vidas”, destaca Caroline Alves, presidente da Faperj.

Com informações do portal NSC Total.

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