Penitenciária Industrial de São Bento do Sul deve chegar a 800 presos até o fim de 2026

Unidade abriga atualmente 653 detentos e passa por processo de consolidação e ampliação da estrutura

• Atualizado 2 dias atrás.

Penitenciária Industrial de São Bento está com comando novo (Foto: Jonei Schritki / A Gazeta)
Penitenciária Industrial de São Bento está com comando novo (Foto: Jonei Schritki / A Gazeta)
Penitenciária Industrial de São Bento está com comando novo (Foto: Jonei Schritki / A Gazeta)

Há pouco mais de um ano em funcionamento efetivo, a Penitenciária Industrial de São Bento do Sul inicia uma nova etapa administrativa. O policial penal Rafael Hammer assumiu recentemente a direção da unidade e passa a comandar um complexo que atualmente abriga 653 detentos, com expectativa de chegar a cerca de 800 até o fim deste ano.

Ao lado do coordenador do Setor de Inteligência, Fabio Moser, e do chefe de Segurança, Felipe Augusto Dallmann, Hammer detalhou os próximos passos da penitenciária. Natural de Joinville, Rafael acumula experiência em diferentes áreas do sistema prisional catarinense. Ingressou na carreira ainda como agente penitenciário, atuou por cerca de seis anos na Penitenciária Industrial de Joinville, onde coordenou o setor laboral com as empresas instaladas no complexo, passou pelo Núcleo de Operações Táticas (NOT) e agora assume o desafio de comandar a unidade de São Bento do Sul.

Segundo ele, a experiência adquirida em Joinville será importante para o desenvolvimento da penitenciária local. “Já vivemos muitas situações lá, vimos o que deu certo e o que precisou ser corrigido. Essa bagagem ajuda bastante porque esta unidade ainda está em fase de consolidação, com adaptações sendo concluídas e novos procedimentos sendo implantados praticamente o tempo todo”, afirma.

Trabalho dos presos
Como o próprio nome indica, a Penitenciária Industrial tem como principal característica a oferta de trabalho aos internos. Hammer explica que o objetivo vai muito além da ocupação diária dos detentos. “Quanto mais presos trabalhando, melhor para todos. O interno permanece ocupado, ajuda a família, reduz a pena pelo trabalho e ainda contribui para melhorias na própria unidade”, comentou.

Atualmente, a empresa Ogochi já emprega 61 internos em uma área da penitenciária, aumentando gradativamente. Além disso, um novo galpão está sendo construído dentro do complexo. A previsão é que a estrutura fique pronta até novembro, abrindo mais vagas de trabalho. Além do salário, parte dos recursos retorna para a família do detento e investimentos na própria penitenciária por meio do Fundo Rotativo, utilizado para manutenção da estrutura e criação de novas vagas de trabalho.

Além das atividades laborais, a unidade mantém programas voltados à educação. Hoje, 221 internos participam de alguma modalidade de ensino. Desses, 138 frequentam o ensino regular, enquanto outros 68 cursam ensino superior ou cursos tecnológicos. Outro destaque é o projeto de remição pela leitura, que atualmente atende 156 presos. Após a leitura de um livro, o interno produz uma resenha avaliada pela equipe responsável, garantindo redução da pena conforme a legislação. Cursos profissionalizantes também são oferecidos ao longo do ano. Entre eles estão jardinagem, horticultura e outras capacitações voltadas à reinserção no mercado de trabalho.

Segurança
Já o responsável pela chefia de segurança, Felipe Augusto Dallmann, participou da implantação da unidade desde o início das atividades. Hoje, sua função é coordenar toda a rotina operacional da penitenciária. “Precisamos enxergar a unidade como um todo. Cada procedimento tem horário e uma sequência definida. Se alguma etapa falha, pode gerar riscos para toda a operação”, disse.

O trabalho envolve organização do efetivo, procedimentos de segurança, movimentação dos internos, escoltas externas e acompanhamento permanente da rotina da unidade.

Estrutura em expansão
Embora tenha sido projetada inicialmente para cerca de 400 vagas, adaptações realizadas pelo Governo do Estado permitiram ampliar gradativamente a capacidade. Hoje, a penitenciária abriga 653 presos e deverá atingir aproximadamente 800 até o final de 2026.

Segundo a direção, trata-se do maior complexo penitenciário de Santa Catarina em área construída, com aproximadamente 10 mil metros quadrados.

Além dos presos da região de São Bento do Sul, atualmente também são recebidos internos vindos de cidades como Joinville, Jaraguá do Sul, Mafra, Itajaí, Rio do Sul, Criciúma e Tubarão.

Outros detalhes sobre o funcionamento da penitenciária, incluindo inteligência, visitas e atendimento à saúde, podem ser conferidos na edição impressa de segunda-feira, dia 31 de agosto.

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