Enquanto a bola rola na quadra, a emoção toma conta da arquibancada. Muitas vezes, eles ajudam o time a seguir em frente. Vibram, torcem, gritam e até choram, se necessário. A magia da Copa Gazeta/Rodolog/Maahs/Lírio Outdoor/FMD de futsal também está nas arquibancadas brancas do Ginásio Annes Gualberto. E assim como o campeonato, os torcedores têm muitas histórias e lembranças.
Adryan Guilherme Cembalista, de 13 anos, chegou ao ginásio para a entrevista acompanhado do pai, Leonides Cembalista, de 53 anos. Isso também é comum de ver nas rodadas da competição. Leonides não recorda ao certo o ano em que começou a acompanhar. Apenas garantiu que, depois do primeiro jogo, seguiu vendo as outras edições, e agora, acompanhado pelo filho. “Eu sempre gostei de futebol. E, enfim, nos intervalos, ele [Adryan] adora jogar, entrar na quadra para brincar. Nos 20 minutos que tem de intervalo, 15 minutos, ele adora brincar com a piazada”, comentou o pai.
Adryan concordou e mencionou que esse é um dos momentos favoritos da Copa Gazeta. E até pensa, quem sabe um dia, ser um dos atletas do campeonato.
Amigos e esporte
Mais do que competição, a Copa Gazeta é um ponto de encontro de gerações, amigos e famílias. Apesar da diferença de idade, e talvez dos torcedores nem se conhecerem, há algo em concordância. Para Zecão e Leonides, a competição vai além dos jogos. Enquanto os atletas correm, treinadores orientam e os juízes olham com atenção o jogo, na arquibancada ou pelos corredores é o momento de rever os amigos e colocar o assunto em dia. Para ambos, esse é um dos motivos da Copa Gazeta ser especial.
“E eu acho muito legal, porque é muito familiar a Copa Gazeta. Para mim, é um ambiente muito legal. Até pelas torcidas, amigos que a gente faz tempo, que eu não revia, a gente revê aqui”, pontuou Leonides. “
A Copa Gazeta é um lugar para todas as idades, e muitas vezes, a paixão pelos jogos é de geração em geração. Seja com 59 anos, como José, ou 13 anos, como o Adryan, a situação não é diferente. Apesar de sempre ir acompanhado pelo pai, por lá ele acaba encontrando outros colegas, e juntos acabam até jogando um pouco no intervalo.
Principais mudanças
O olhar atento dos torcedores permanece ativo desde 2003, quando o campeonato foi fundado. Hoje, os jogos também podem ser acompanhados ao vivo pelo YouTube. Apesar de as transmissões “bombarem”, os torcedores afirmam que nada substitui a vibração da arquibancada, principalmente em noites lotadas. Leonides até fez questão de lembrar que assistindo presencialmente também pode comer o cachorro-quente e tomar um chopp.
Algo que os torcedores também avaliaram é a qualidade dos jogos. Pai e filho afirmam que não têm um time favorito, mas torcem para um jogo bom. E não só eles, diversas pessoas passam pelo Annes para conferir os jogos, sem estar necessariamente torcendo para alguém em específico. “Acho que não existe favorito para a Copa Gazeta. E eu acho muito legal que cada vez o nível da Copa Gazeta está crescendo mais, está ficando muito lindo”, avaliou Leonides.
Seja pela qualidade técnica, organização ou poder levar o filho para assistir os jogos, a competição é repleta de emoção do início ao fim. Inclusive, quando a reportagem pediu para os torcedores entrevistados definirem em uma palavra, emoção foi o termo escolhido.
Para quem estava ansioso, o campeonato retorna nesta quinta-feira (12), no ginásio Annes Gualberto, e promete muita emoção e vibração da torcida.
Outro relato de torcedor da Copa Gazeta está na edição impressa de segunda-feira (9).




