Paulo Cezar Rauen procurou A Gazeta para relatar insatisfação com o atendimento recebido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na última terça-feira (3). Segundo ele, por volta das 16h30 esteve no local após machucar o pé, que estava inchado e causando muita dor. Rauen conta que foi atendido inicialmente e, em seguida, encaminhado para uma sala de espera, onde permaneceu até cerca das 21 horas. A principal reclamação é em relação à demora no atendimento e à falta de informações durante o período de espera.
De acordo com ele, durante esse tempo chegou a questionar enfermeiros e atendentes sobre a situação, mas afirma que não recebeu explicações sobre quando seria novamente atendido. Somente à noite ele foi encaminhado ao hospital. Após receber atendimento, foi liberado por volta das 23h30. O leitor classifica o atendimento como “péssimo” e avalia que, como já havia sido atendido na UPA, poderia ter sido encaminhado ao hospital com mais rapidez. Em resposta, A UPA informa que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e ao sigilo das informações de saúde, não confirma publicamente dados pessoais que permitam identificar pacientes atendidos na unidade. No entanto, diante da demanda encaminhada pela imprensa, esclarece de forma geral o fluxo assistencial adotado pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Conforme registros do atendimento realizado na data mencionada, o paciente foi acolhido pela equipe da UPA no período da tarde, passando inicialmente pelo protocolo de classificação de risco, metodologia utilizada em serviços de urgência e emergência que prioriza o atendimento conforme a gravidade clínica do quadro, e não exclusivamente pela ordem de chegada.
Após avaliação médica e realização de exame de imagem, foi identificada a necessidade de avaliação por especialidade ortopédica em unidade hospitalar, motivo pelo qual foi aberto processo de encaminhamento por meio do Sistema de Regulação (SISREG), plataforma utilizada pelo Sistema Único de Saúde para organizar e autorizar encaminhamentos entre unidades.
Resposta
Nesse fluxo, o encaminhamento depende da análise do caso pela central reguladora e do aceite da unidade hospitalar de referência, responsável por confirmar a disponibilidade para receber o paciente. Enquanto esse processo ocorre, o paciente permanece na unidade em observação e acompanhamento da equipe assistencial. “Após o aceite da unidade hospitalar de referência, foram realizados os procedimentos administrativos e assistenciais necessários para a transferência por transporte do município, com encaminhamento do paciente à unidade hospitalar para continuidade da avaliação especializada”, diz em nota.
A UPA ressalta que esses procedimentos seguem protocolos assistenciais e de regulação do SUS, que envolvem etapas técnicas obrigatórias para garantir a segurança do paciente e a adequada continuidade do atendimento.



