“Os dois foram meus heróis”, diz sobrevivente de ataque de facão em Rio Negrinho

Kessia comenta que se não fosse a atuação heroica dos amigos a tragédia poderia ter sido muito pior

• Atualizado 16 dias atrás.

Késsia conta que estava indo para uma confraternização naquela tarde (Foto: Christian Hacke / A Gazeta)

A jovem Késsia Souza Veiga, de 18 anos, sobreviveu a um ataque brutal do ex-namorado dentro do supermercado onde trabalhava, em Rio Negrinho. O crime ocorreu em 24 de outubro, quando o agressor, de 23 anos, invadiu o local armado com um facão e golpeou a jovem, que acabou tendo a mão direita amputada. O caso chocou a comunidade e ganhou repercussão em todo o Estado.

Não fosse pela atuação heroica de Jhenyfer Schlucubier, de 32 anos, e Felipe Eduardo de Lima Kwitschal, de 19, em defender a colega, o final dessa tragédia poderia ter sido muito pior. “É muito gratificante saber que tem pessoas assim. Eles deram a vida. Ele queria me matar, o que impedira de matar os dois e depois vir até mim? Hoje é difícil confiar no próximo e achar que são capazes de enfrentar a morte para te proteger. Eu vou levar os dois pra minha vida. A Jheny foi atingida no rosto, é uma questão de autoestima, me sinto muito culpada por ela ter sido atingida no rosto. Hoje entendo que eles me ajudaram porque sentiram a minha necessidade. Não tenho nem palavras para falar o quanto amo os dois”, pontuou.

Ela conta que já se encontrou com os colegas após o episódio e que ambos já recebem apoio psicológico. “Os dois foram meus heróis. Sem eles, ele poderia ter me atacado naquela sala e poderia ter sido bem pior. Eles seguraram ele para que eu pudesse fugir”, disse.

Por fim, ela tenta enxergar o lado positivo em meio ao susto. “Tudo tem um porquê na vida. A gente não entende o trabalhar de Deus, mas tudo é um livramento. Se aconteceu é porque tinha que acontecer. Eu perdi minha mão porque usei para proteger minha cabeça. Se eu não tivesse perdido minha mão, poderia ter perdido minha vida”, finalizou Késsia.

Veja também outras reportagens sobre o caso:
– Um mês após ataque de facão, jovem conta detalhes da agressão: “Pensei que iria morrer”
– Após ataque, Késsia sonha em cursar Direito: “Área em que posso ajudar as mulheres”
– Justiça pede reparação de R$ 100 mil a vítimas de ataque em Rio Negrinho; autor segue preso

Assista
Confira também o depoimento da jovem no canal do Youtube de A Gazeta abaixo:

YouTube video

Últimas notícias

horario natalino do comercio (2)
recipiente branco com farofa com cenoura, salsinha, ovo e amendoim.
WhatsApp Image 2025-12-04 at 10.35
Cestos com vários mangostões inteiros e alguns abertos mostrando a polpa branca
MIX - Vagas no IBGE - FOTO A Gazeta Arquivo

Mais lidas

Trem iluminado
atropelamento em são bento
FURTO CENTRO
MIX - Segurança armada na Câmara - Foto Elvis Lozeiko
WhatsApp Image 2025-12-02 at 19.04

Notícias relacionadas