A jovem Késsia Souza Veiga, de 18 anos, sobreviveu a um ataque brutal do ex-namorado dentro do supermercado onde trabalhava, em Rio Negrinho. O crime ocorreu em 24 de outubro, quando o agressor, de 23 anos, invadiu o local armado com um facão e golpeou a jovem, que acabou tendo a mão direita amputada. O caso chocou a comunidade e ganhou repercussão em todo o Estado.
Não fosse pela atuação heroica de Jhenyfer Schlucubier, de 32 anos, e Felipe Eduardo de Lima Kwitschal, de 19, em defender a colega, o final dessa tragédia poderia ter sido muito pior. “É muito gratificante saber que tem pessoas assim. Eles deram a vida. Ele queria me matar, o que impedira de matar os dois e depois vir até mim? Hoje é difícil confiar no próximo e achar que são capazes de enfrentar a morte para te proteger. Eu vou levar os dois pra minha vida. A Jheny foi atingida no rosto, é uma questão de autoestima, me sinto muito culpada por ela ter sido atingida no rosto. Hoje entendo que eles me ajudaram porque sentiram a minha necessidade. Não tenho nem palavras para falar o quanto amo os dois”, pontuou.
Ela conta que já se encontrou com os colegas após o episódio e que ambos já recebem apoio psicológico. “Os dois foram meus heróis. Sem eles, ele poderia ter me atacado naquela sala e poderia ter sido bem pior. Eles seguraram ele para que eu pudesse fugir”, disse.
Por fim, ela tenta enxergar o lado positivo em meio ao susto. “Tudo tem um porquê na vida. A gente não entende o trabalhar de Deus, mas tudo é um livramento. Se aconteceu é porque tinha que acontecer. Eu perdi minha mão porque usei para proteger minha cabeça. Se eu não tivesse perdido minha mão, poderia ter perdido minha vida”, finalizou Késsia.
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Confira também o depoimento da jovem no canal do Youtube de A Gazeta abaixo:







