Iniciadas no final de 2022 para oferecer melhor estrutura de atendimento à população, as obras da sede própria da Defesa Civil continuam paralisadas. O imóvel, situado na rua Luiz Graff, no bairro Vila Nova, previa investimentos iniciais na ordem de R$ 325,4 mil. Contudo, passados praticamente dois anos, ainda não há definição de quando será concluído. O pedido por uma melhor estruturação da Defesa Civil no município é também pleito do Núcleo de Combate às Cheias da Associação Empresarial (Acirne).
Em novembro do ano passado, durante a apresentação dos resultados dos estudos promovidos pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) no auditório da Acirne, um dos temas debatidos foi a necessidade de melhores condições de trabalho para a Defesa Civil. “Essa sugestão já foi encaminhada para a Prefeitura em março, após termos realizado o Fórum de Hidrologia. É algo que a gente vem pedindo há bastante tempo e agora foi retomado”, destaca a coordenadora do Núcleo de Combate às Cheias, Patrícia Berkenbrock Valandro.
Patrícia detalha que a estruturação da Defesa Civil inclui também o pedido para a criação de um cargo efetivo de coordenador da entidade – atualmente, a função é ocupada por um cargo comissionado, nomeado pela Prefeitura. “Como a gente teve a presença de futuros vereadores (na reunião de apresentação de estudos), percebemos que alguns deles, como a vereadora eleita Keti Schroeder, mostraram bastante interesse nisso também. Eu acredito que, para o ano que vem, a gente consiga, com nosso núcleo, fazer uma visita ao prefeito”, adianta.
A intenção é que essa estruturação seja realmente criada, o que, segundo Patrícia, é muito necessário para a Defesa Civil local. “Esse fim de semana foi um em que a gente ficou em alerta, mas, graças a todo esse trabalho que vem sendo feito, pudemos nos organizar”, referiu-se à possibilidade de enchentes no município e às ações que o núcleo vem desenvolvendo nos últimos tempos como forma de minimizar o impacto de eventuais cheias para a comunidade que reside ou tem comércio próximo ao rio Negrinho.
Abandono de obra
De acordo com o procurador jurídico da Prefeitura, Anderson Godoy, a empresa responsável pela obra da sede da Defesa Civil está respondendo a um Processo Administrativo Especial por ter abandonado os trabalhos. “O contrato foi encerrado com aplicação de penalidade à empresa, sendo o projeto reenviado para licitação”, explica.
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