A polêmica envolvendo a instalação do Supermercado Imperial, em Campo Alegre, está próxima de um desfecho. Na última sexta-feira (12), a Prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, um projeto de lei que cria a possibilidade de concessão de alvará condicionado. A proposta foi aprovada por unanimidade na sessão de segunda-feira (15) à noite.
O empreendimento havia tido o alvará de localização e funcionamento negado pela fiscalização municipal por não possuir Habite-se, documento que não pôde ser emitido em razão da ausência de um acesso regularizado pela SC-418. A pendência envolve regras da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE), já que, sem o aval do Estado, o município não poderia concluir o processo.
Com a nova lei, empresas poderão iniciar suas atividades e obter CNPJ mediante declaração do responsável técnico de que o imóvel atende às exigências legais, assumindo a responsabilidade pela regularização das pendências ao longo do funcionamento, inclusive junto a outros órgãos.
Em ofício lido no início da sessão, o prefeito Rubens Blaszkowski (PSD) afirmou que a administração buscou uma solução inédita para evitar que o caso do Imperial e de futuros empreendimentos se repetisse. O texto também rebateu críticas da oposição e negou qualquer interferência do governo estadual no envio do projeto, destacando que a gestão segue “pautada no trabalho responsável”.
Durante a discussão, a vereadora Lúcia Piski (MDB) lamentou ataques recebidos e destacou o impacto social da demora na abertura do mercado. “Tomara que consigam abrir ainda antes do Natal, para que essas famílias possam levar para casa um salário e trazer o alimento”, afirmou, ao mencionar cerca de 80 famílias que aguardam o início das atividades.
Já João Nilson Venera (PP) ressaltou que a nova legislação também beneficia outros empreendimentos do município que enfrentam problemas semelhantes. “Há preocupação de que o município cresça e evolua”, disse.
Permissão
Ciente da pendência junto à SIE, a Sash Administradora de Bens, responsável pelo MAK Center, assinou um termo de permissão especial de uso da faixa de domínio da rodovia ainda na segunda-feira. O documento foi assinado pelo secretário estadual Jerry Comper e pelo empresário Sérgio Henrique Klaumann.
Pelo termo, o Estado autoriza o uso provisório da área, desde que as obras de adequação do trevo de acesso sejam iniciadas em até 30 dias, com prazo máximo de cinco meses para conclusão.
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