Um novo marco das enchentes foi instalado na última semana ao lado da Igreja Matriz Santo Antônio de Pádua, na Travessa Domingos Ferreira de Lima, no Centro de Rio Negrinho. A estrutura registra as três maiores enchentes enfrentadas pelo município, ocorridas em 1983, 1992 e 2014.
A marcação permite visualizar no local a dimensão alcançada pelas águas em cada um dos eventos. A maior delas corresponde à enchente de 1992.
O novo marco foi instalado no mesmo ponto onde anteriormente estavam as marcações das cheias, que eram feitas diretamente na parede da igreja. Os registros originais, porém, foram removidos durante uma pintura recente do prédio.
Segundo Evelise Neppel Dalagnol, coordenadora do Núcleo de Cheias da Associação Empresarial de Rio Negrinho (Acirne), a instalação tem como objetivo preservar a memória das enchentes e manter visíveis as referências sobre os níveis alcançados pelas águas no município.
Uma cerimônia oficial de inauguração deverá ser realizada posteriormente, em data ainda não definida. O evento contará com a bênção do padre Carlos Alberto Rodrigues, o padre Beto, pároco da Igreja Matriz.
Prevenção e preparação
A instalação do marco ocorre em um momento de ampliação das discussões sobre prevenção e preparação para eventos climáticos extremos em Rio Negrinho. O tema também esteve entre os assuntos abordados durante o VIII Fórum de Hidrologia, realizado pela Acirne na última terça-feira.
O encontro reuniu especialistas, autoridades, profissionais e representantes da comunidade para discutir gestão, prevenção e resiliência diante de eventos extremos. A programação apresentou ações desenvolvidas em Blumenau nas áreas de prevenção, planejamento e resposta, além de abordar a importância dos planos de contingência individuais.
Entre os principais pontos discutidos estiveram a necessidade de acompanhar os efeitos de El Niño e La Niña, conhecer experiências de municípios que já enfrentam eventos climáticos extremos e adaptar medidas à realidade local.
O fórum também reforçou a importância de planos de contingência individuais para empresas, famílias e moradores de áreas de risco. A proposta é ampliar a preparação da comunidade para situações de emergência e fortalecer a capacidade de resposta diante de futuras ocorrências.





