Uma demanda aguardada há quase três décadas começa a se tornar realidade e já traz impactos para a mobilidade no sul da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A nova ligação viária entre Mandirituba e São José dos Pinhais alcançou 25% de execução e avança em ritmo acelerado, beneficiando moradores, produtores rurais e motoristas que utilizam a rota diariamente.
A estrada terá 26,61 quilômetros de extensão e já conta com 4 quilômetros concretados no bairro Cutia. Dois trechos foram liberados para o tráfego: 780 metros em São José dos Pinhais e 1,5 quilômetro no sentido Mandirituba. Nos demais pontos, os trabalhos seguem sob o sistema de Pare-e-Siga.
As equipes atuam em diferentes frentes, com pavimentação em concreto a partir de São José dos Pinhais e obras de drenagem e terraplenagem nas proximidades de Mandirituba. O projeto também contempla uma ciclovia de 2,5 metros de largura, nova iluminação e adequações no traçado, medidas que visam garantir mais segurança e fluidez ao tráfego.
O investimento de R$ 96,8 milhões, realizado pelo Governo do Estado, atende a uma reivindicação histórica e fortalece o papel de Mandirituba como ponto estratégico de ligação entre os eixos logísticos da BR-116 e BR-376. “A obra avança dentro do cronograma previsto e já apresenta resultados, como a liberação de trechos importantes ao tráfego. Essa ligação é estratégica para a mobilidade regional e para o escoamento da produção agrícola”, afirmou Gilson Santos, diretor-presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep).
Além de melhorar a infraestrutura, a estrada consolida Mandirituba como elo de integração regional, ampliando conexões com cidades vizinhas como Quitandinha, Agudos do Sul, Piên, Campo do Tenente e Rio Negro. A expectativa é que a obra esteja concluída até agosto de 2026, estabelecendo um novo eixo de desenvolvimento para o sul da RMC.
Outro ponto de destaque é a preservação do patrimônio histórico. O calçamento em paralelepípedo da Colônia Marcelino será mantido e integrado ao novo traçado, de forma a valorizar a identidade cultural sem comprometer a modernização. Dessa forma, Mandirituba avança rumo ao futuro sem perder suas raízes, reforçando seu protagonismo agrícola e regional.




