Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, será ouvida nesta quarta-feira (19) durante a audiência de instrução e julgamento do processo em que responde por estelionato e falsa identidade. A audiência está marcada para as 18h, no Fórum de Joinville.
Amanda está presa desde 2 de junho, após ser acusada de enganar uma família e viver na casa como uma espécie de filha adotiva durante cerca de 14 meses. Segundo a defesa, ela participará da audiência de forma remota, diretamente do presídio.
De acordo com as investigações, Amanda teria se apresentado à família com o nome de Gabriele. Inicialmente, afirmou ter 18 anos e estar procurando emprego. Com o passar do tempo, relatou problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que teria aproximado a mulher da família.
Depois, ela passou a afirmar que tinha apenas 11 anos e que havia sido vítima de abusos. A família acreditou na história e a acolheu em casa, chegando a preparar uma festa para comemorar seus supostos 12 anos e montar um quarto com decoração e brinquedos infantis.
A situação foi descoberta após uma denúncia feita por uma tia. A família procurou a polícia no fim de maio e relatou as suspeitas. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a mulher teria conquistado a confiança dos moradores e passado a receber benefícios da família. “Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família”, afirmou.
O que acontece na audiência?
Durante a audiência desta quarta-feira, serão ouvidas as partes envolvidas no processo, incluindo a acusação, a defesa e a própria Amanda. Após essa etapa, ocorrerão as alegações finais, quando acusação e defesa poderão apresentar suas últimas manifestações sobre as provas. Em seguida, o processo ficará pronto para a sentença, que não deve ser proferida no mesmo dia.
Exames de sanidade mental
Amanda também passou por exame de sanidade mental realizado pela Polícia Científica em 26 de junho. Segundo o advogado Lúcio Sousa, ela também foi submetida a uma avaliação por peritos contratados pela defesa.
Ainda conforme o advogado, houve divergência entre os dois laudos, que apontaram diagnósticos diferentes. Os documentos foram encaminhados ao juiz e fazem parte do processo, que tramita em sigilo.
Com informações do portal G1 Santa Catarina.





