Mulher descobre que estava registrada como desaparecida há 15 anos ao tirar RG do filho

Mesmo constando como desaparecida, Rafaela levou uma vida normal, trabalhando com carteira assinada, tirando CNH e concluindo a faculdade
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• Atualizado 8 meses atrás.

Boletim havia sido registrado em 2010 pelo ex-companheiro de Rafaela Caldeira dos Reis (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Rafaela Caldeira dos Reis, 33 anos, teve uma surpresa inesperada ao tentar emitir a segunda via do RG do filho, Pedro, de 16 anos, em Belo Horizonte. Ao verificar os documentos, os atendentes informaram que Rafaela constava como desaparecida desde 2010, há 15 anos, mesmo ela afirmando nunca ter sido procurada pela polícia.

O caso ocorreu em 4 de janeiro, quando mãe e filho se dirigiram a uma Unidade de Atendimento Integrado após agendamento online. Durante a emissão da carteira de identidade, a funcionária informou que Rafaela não poderia assinar como responsável, pois havia um boletim de ocorrência ativo registrando seu desaparecimento. A supervisora da unidade orientou a mulher a buscar a Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas para regularizar a situação.

Na delegacia, Rafaela descobriu que o boletim havia sido registrado em 2010 pelo ex-companheiro, pai de Pedro. Ele relatou que ela havia saído do trabalho à noite e não retornado para casa, mas não se lembra de ter feito a denúncia. Rafaela afirma não se lembrar de qualquer episódio que pudesse ter motivado preocupação do ex-marido. A mulher conseguiu desfazer oficialmente o registro de desaparecimento e prosseguir com a emissão do RG do filho.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, boletins de desaparecimento podem ser registrados mesmo que a pessoa esteja bem, se houver perda de contato. O delegado Alexandre Oliveira da Fonseca explicou que não houve falha policial: “Quando a pessoa comparece à delegacia e quer registrar, o policial não pode negar. Perder o contato com a pessoa já é suficiente para registro”. Ele ainda destacou que boletins como esse apenas impedem a emissão de identidade e passaporte, não afetando outros atos civis.

Durante os últimos 15 anos, Rafaela levou uma vida normal, trabalhando com carteira assinada, tirando CNH e concluindo a faculdade, sem que sua condição de desaparecida fosse mencionada. O delegado apontou que a falta de integração entre sistemas estaduais pode ter contribuído para que o caso não fosse detectado em outros estados, como Paraná, onde Rafaela precisou emitir outro RG após um furto.

Com informações do portal UOL.

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